terça-feira, 15 de outubro de 2013

Bibi à Paris!

Essa é a segunda vez que venho a Paris. Na primeira vez foi legal, mas um incidente na casa onde eu estava hospedada (a casa foi roubada e levaram várias coisas minhas de valor e valor sentimental) me deixou bem triste. Decidi então voltar e ver Paris com outros olhos. Além disso dessa vez tenho muito mais amigos por aqui, e tendo amigos a diversão é garantida!
Com apenas um vôo de 6h e 30 minutos, cheguei em Paris completamente jet legeada e não consegui fazer nada no primeiro dia a não ser dormir. São 6h de diferença entre Paris e Nyc. Então dormi dormi e dormi até fim de tarde quando fui para casa do Gabriel, amigo brazuca que chegou a pouco tempo para uma temporada parisiense de 6 meses, e sua linda namorada francesa Justine. Noite de queijos e vinhos, e Gab insistiu em fazer uma belíssima caipirinha para não perder os hábitos brasileiros.
Passado um pouco o jetleg, quarta acordei tarde e fui ao Pompidou, vi o acervo contemporâneo deles, muito bom, a expo do Roy Lichtenstein, legal, e do Pierre Huyghe, coisas boas e coisas ruins e um cachorro passeando pela local que me deu um pouco de aflição. A noite fui para casa jantar com a Carol e a roomate dela Marília.
Já estava me esquecendo de contar o episódio no metro. Eu não queria comprar apenas 1 ticket de metro e achei que a máquina não aceitava nota grande de 20euros, então fui no gichê. Ops, eu não falo francês, tá tudo bem falo um pouquinho de nada dos dois anos que fiz de francês com professor particular há anos atrás. Puxa na memória, solto algumas palavras, construo uma frase, a moça me entende (!) é simpática (!) e me responde que na máquina posso sim comprar com 20euros o cartão de 10 viagens. E eu entendi tudo!
Da outra vez que eu vim a Paris acabei não indo no Museu D'Orsay, então acordei quinta, bem tarde diga-se de passagem, e fui correndo pra lá pois é o dia que ele fecha tarde. Fiquei horas lá dentro passeando, olhando quadros esculturas objetos fotos móveis Monet Degas Camille Pissarro etc e tal. A noite drink com outra amiga no bar que o namorado dela trabalha do lado de um teatro onde tem basicamente peças de comédia, então a uma certa hora da noite o Les Artiste se enche de comediantes. Mas como todo bar em Paris fecha à 1h da matina, seguimos para um que fica aberto até às 5h, raridade na cidade mas dá para encontrar. E claro, fechamos o bar e pegamos um taxi para casa, consegui direitinho falar o meu endereço pro taxista.
Sexta o dia estava feio, frio, chuvoso, fui encontrar minha queria amiga Cécile para almoçar tarde e passear um pouquinho, depois voltei para casa pois a noite tinha combinado com Marília, Gab, Justine e Laura de irmos numa festa com música africana aqui perto de casa. Primeiro um bar para começar os trabalhos bebendo sem gastar muito dinheiro. Dois franceses se aproximaram da gente na hora em que fomos fumar um cigarro na porta e não é que eu consegui novamente me comunicar sem muitos problemas em francês e ainda ouvir: mas por que você disse que não fala francês? Você fala francês très bien! Agradeci o elogio e dediquei ele ao meu antigo professor particular de francês, Augusto, vulgo Gustin, que me ensinou tão bem essa língua maravilhosa que eu até hoje consigo falar! Obrigada querido professor!!! E depois de algumas cervejas, shots, e todos animados para cairmos na dança entramos na tal festa. Ih, tem que pagar. Ih os shows já acabaram, mas a festa rola até às 6h então vamos lá. A festa africana, depois dos shows africanos, virou apenas uma festa de black music hip hop daqueles que a gente já conhece mas dança cantando e rebolando feliz da vida. Depois da festa foi difícil subir os três andares de escada aqui de casa.
Sábado novamente acordamos tarde, tínhamos ouvido falar de um festival de vinho em Montmartre, pensamos em ir e ver o pôr do sol lá, pois o dia até que estava bonito. Mas decidimos almoçar em casa antes, e claro não conseguimos ver por do sol nenhum, e fomos direto pro que se seguia na programação: jantar num restaurante tibetano e noitada rock n' roll! Comida tibetana boa, bonita e barata! Vinhos e mais vinhos, fomos pra balada e dançamos até quase o sol raiar, só que aqui o sol raia muito tarde, então chegamos em casa ainda escuro mas se fosse no Rio já estaria claro.
Tentamos novamente acordar e sair de casa relativamente cedo no domingo, mas foi impossível. Somos 3 na casa, 1 banheiro, e estávamos enressacadas, então é tudo mais em slow motion. Fomos numa feira com Gab e Justine de produtos aveyroneses, de onde a Justine vem. Comidinhas gostosas, cerveja, vinho e já pra casa porque está todo mundo exausto do fim de semana animadíssimo!
Segunda feira todo mundo de volta aos seus afazeres, e eu de férias fui passear solita novamente. Palais de Tokio ver uma exposição de um designer de sapatos Roger Vivier, bem legal a exposição. Saí de lá, dei 3 passos olhando pro celular a espera da mensagem de uma amiga sobre tomar um café, e quando olhei para cima lá estava ela, Torre Eiffel, e toda a sua beleza. Como senti da primeira vez que olhei para ela, fiquei meio hipnotizada, desci uma escadas e fui para pertinho dela. Tinha uma exposição de fotos no meio do caminho ao ar livre que desviou minha atenção então acabei não chegando tão perto assim da bela torre, mas perto o suficiente para quem já subiu nela uma vez e não faz a menor questão de subir de novo, só olhar ela aqui de baixo mesmo.
Dessa vez me sinto menos turista nessa cidade e tenho vontade de fazer mais coisas locais que turismo mesmo. Tenho priorizado ver os amigos e andar pela cidade assim meio sem rumo, ver um pouco mais da vida local.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Nyc em família

Nyc está virando cada vez mais recorrente na minha vida. Em menos de 3 meses estou eu aqui de novo! Dessa vez numa viagem totalmente diferente das minhas últimas viagens: em família. Mãe, irmãozinho, tia e prima. Todos amontuados num apartamento em Nolita. Dormindo e acordando juntos. Diversão garantida!
Foram 10 dias, mas 10 dias passam rápido demais e não consegui mostrar tudo que eu queria, todos os meus lugares favoritos para eles. Penso que tudo bem, que com certeza voltarei lá com todos eles.
Mas vamos começar pelo começo: o drama do avião. Novidades: não teve drama! Pasmem! Eu só tomei 1 remedinho 1h antes de entrar no avião só para garantir, mas tava calma e serena. Tinha cia para o vôo, estava com minha tia Marília, minha prima Elisa e minha tia Emília, que foi sentada ao meu lado, então fomos conversando e nos distraindo até depois do jantar quando as duas caíram duras e dormiram até o avião pousar.
Chegando no aeroporto passamos pela facilmente pela imigração que nada nos perguntou, e eu fiquei esperando o vôo da minha mãe chegar para ir com ela e Diogo para o apartamento.
Primeiro dia, todos exaustos do vôo, fomos apenas bater perna perto de casa, e fazer compras. Em Nyc é quase impossível não ser um pouco levado pelo consumismo exacerbado que existe no ar. Passamos o fim de semana mais calmo andando pela cidade, comendo bem, e a noite eu e Elisa indo para bares e enchendo a cara no melhor estilo nova iorquino.
Domingo fomos numa feira que estava acontecendo no Brooklyn, e passeamos bastante por lá. João nos levou em alguns pontos que eu não conhecia, apesar de ter trabalhado ali do lado, como o Brooklyn Bridge Park, que é uma graça super agradável. Depois fomos para o Park Slope beber uma cerveja, só os jovens rs, e acabamos num restaurante peruano fofo e delicioso.
Segunda-feira fomos ao Dia: Beacon. Divino maravilhoso! Já tinha ido lá, mas é um lugar para se revisitar quantas vezes for possível! Só o caminho para lá no trem já vale a viagem de 1h e pouco. O lugar é lindo, arborizado com vista para o Rio. E o museu em si já é incrível. Até o Diogo curtiu!
Terça eu minha mãe e Elisa fomos a um museu no qual eu nunca tinha ido. É como eu sempre digo: não importa quantas vezes vá a Nyc tem sempre coisas novas para se conhecer! Fomos ao Cloisters, que faz parte do Metropolitan, onde ficam as principais artes medievais. O lugar em volta é um parque lindo, também com vista para o rio. Mas o museu em si é estranho... Um tentativa de reconstruir um castelo medieval. Valeu a pena só para ver o parque e a maravilhosa instalação sonora da artista Janet Cadiff, The Forty Part Motet, emocionante.
Na quarta eu e Elisa decidimos seguir nosso rumo. Fomos ao High Line e andamos muito atrás de um instrumento super específico de iluminação que ela queria comprar. Batemos muita perna!
Ah! Já ia esquecendo de dizer que de repente fez-se verão em Nyc! Um calor desgraçado. Saindo todo dia de saia e blusinha e sandália, praticamente um verão carioca.
Quinta e sexta mais bateção de perna. E sexta a noite fomos jantar na casa do João, que fez um delicioso jantar, com muito vinho. E ainda saímos para dançar com amigos dele.
Sábado era o último dia da Elisa e da Marília, e dia de eu minha mãe e Diogo nos mudarmos para casa da Juliana. Diga-se de passagem, o apartamento que estávamos era no 5 andar de escada! Então imaginem o tempo que não levou para tiramos todas as mil malas de lá. Toda essa função durou a manhã inteira, e um pouco da tarde também. Nos despedimos delas e fomos jantar num restaurante italiano que o Diogo, pré adolescente esfaimado, escolheu.
Domingão dia de passeio no Central Park e Metropolitan. Eu fui só no passeio no parque porque no Met já fui um zilhão de vezes, e não tinha nenhuma exposição temporária que eu queria ver. Foi super gostoso o passeio. A noite eles foram ver Wicked e eu fui pra casa do João. O tempo estava horroroso! Uma chuvinha chatinha demais. Depois fomos jantar perto de casa no nosso último jantar em Nyc.
Último dia em Nyc! Sempre bate uma tristeza.... últimas compras, últimos arranjos, almocinho no japa perto de casa que amo e sempre vou. Um aperto no coração de deixar aquela cidade mais uma vez. Um aperto no coração que a viagem em família estava acabando. Fomos os três juntos pro aeroporto, pois nossos vôos tinham poucas horinhas de diferença. Diogo e minha mãe ficaram comigo até a hora que eu entrei no avião. Um abraço muito apertado em cada um, um beijo demorado na buchecha, nos tchau tchau, nos vemos daqui a 15 dias. E fui me embora para Paris. E eles voltaram pro Rio.

Viajar em família tem sempre algumas complicações, alguns estresses. Mas apesar de tudo a viagem foi maravilhosa e eu amei cada minuto!!!! <3