terça-feira, 15 de outubro de 2013

Bibi à Paris!

Essa é a segunda vez que venho a Paris. Na primeira vez foi legal, mas um incidente na casa onde eu estava hospedada (a casa foi roubada e levaram várias coisas minhas de valor e valor sentimental) me deixou bem triste. Decidi então voltar e ver Paris com outros olhos. Além disso dessa vez tenho muito mais amigos por aqui, e tendo amigos a diversão é garantida!
Com apenas um vôo de 6h e 30 minutos, cheguei em Paris completamente jet legeada e não consegui fazer nada no primeiro dia a não ser dormir. São 6h de diferença entre Paris e Nyc. Então dormi dormi e dormi até fim de tarde quando fui para casa do Gabriel, amigo brazuca que chegou a pouco tempo para uma temporada parisiense de 6 meses, e sua linda namorada francesa Justine. Noite de queijos e vinhos, e Gab insistiu em fazer uma belíssima caipirinha para não perder os hábitos brasileiros.
Passado um pouco o jetleg, quarta acordei tarde e fui ao Pompidou, vi o acervo contemporâneo deles, muito bom, a expo do Roy Lichtenstein, legal, e do Pierre Huyghe, coisas boas e coisas ruins e um cachorro passeando pela local que me deu um pouco de aflição. A noite fui para casa jantar com a Carol e a roomate dela Marília.
Já estava me esquecendo de contar o episódio no metro. Eu não queria comprar apenas 1 ticket de metro e achei que a máquina não aceitava nota grande de 20euros, então fui no gichê. Ops, eu não falo francês, tá tudo bem falo um pouquinho de nada dos dois anos que fiz de francês com professor particular há anos atrás. Puxa na memória, solto algumas palavras, construo uma frase, a moça me entende (!) é simpática (!) e me responde que na máquina posso sim comprar com 20euros o cartão de 10 viagens. E eu entendi tudo!
Da outra vez que eu vim a Paris acabei não indo no Museu D'Orsay, então acordei quinta, bem tarde diga-se de passagem, e fui correndo pra lá pois é o dia que ele fecha tarde. Fiquei horas lá dentro passeando, olhando quadros esculturas objetos fotos móveis Monet Degas Camille Pissarro etc e tal. A noite drink com outra amiga no bar que o namorado dela trabalha do lado de um teatro onde tem basicamente peças de comédia, então a uma certa hora da noite o Les Artiste se enche de comediantes. Mas como todo bar em Paris fecha à 1h da matina, seguimos para um que fica aberto até às 5h, raridade na cidade mas dá para encontrar. E claro, fechamos o bar e pegamos um taxi para casa, consegui direitinho falar o meu endereço pro taxista.
Sexta o dia estava feio, frio, chuvoso, fui encontrar minha queria amiga Cécile para almoçar tarde e passear um pouquinho, depois voltei para casa pois a noite tinha combinado com Marília, Gab, Justine e Laura de irmos numa festa com música africana aqui perto de casa. Primeiro um bar para começar os trabalhos bebendo sem gastar muito dinheiro. Dois franceses se aproximaram da gente na hora em que fomos fumar um cigarro na porta e não é que eu consegui novamente me comunicar sem muitos problemas em francês e ainda ouvir: mas por que você disse que não fala francês? Você fala francês très bien! Agradeci o elogio e dediquei ele ao meu antigo professor particular de francês, Augusto, vulgo Gustin, que me ensinou tão bem essa língua maravilhosa que eu até hoje consigo falar! Obrigada querido professor!!! E depois de algumas cervejas, shots, e todos animados para cairmos na dança entramos na tal festa. Ih, tem que pagar. Ih os shows já acabaram, mas a festa rola até às 6h então vamos lá. A festa africana, depois dos shows africanos, virou apenas uma festa de black music hip hop daqueles que a gente já conhece mas dança cantando e rebolando feliz da vida. Depois da festa foi difícil subir os três andares de escada aqui de casa.
Sábado novamente acordamos tarde, tínhamos ouvido falar de um festival de vinho em Montmartre, pensamos em ir e ver o pôr do sol lá, pois o dia até que estava bonito. Mas decidimos almoçar em casa antes, e claro não conseguimos ver por do sol nenhum, e fomos direto pro que se seguia na programação: jantar num restaurante tibetano e noitada rock n' roll! Comida tibetana boa, bonita e barata! Vinhos e mais vinhos, fomos pra balada e dançamos até quase o sol raiar, só que aqui o sol raia muito tarde, então chegamos em casa ainda escuro mas se fosse no Rio já estaria claro.
Tentamos novamente acordar e sair de casa relativamente cedo no domingo, mas foi impossível. Somos 3 na casa, 1 banheiro, e estávamos enressacadas, então é tudo mais em slow motion. Fomos numa feira com Gab e Justine de produtos aveyroneses, de onde a Justine vem. Comidinhas gostosas, cerveja, vinho e já pra casa porque está todo mundo exausto do fim de semana animadíssimo!
Segunda feira todo mundo de volta aos seus afazeres, e eu de férias fui passear solita novamente. Palais de Tokio ver uma exposição de um designer de sapatos Roger Vivier, bem legal a exposição. Saí de lá, dei 3 passos olhando pro celular a espera da mensagem de uma amiga sobre tomar um café, e quando olhei para cima lá estava ela, Torre Eiffel, e toda a sua beleza. Como senti da primeira vez que olhei para ela, fiquei meio hipnotizada, desci uma escadas e fui para pertinho dela. Tinha uma exposição de fotos no meio do caminho ao ar livre que desviou minha atenção então acabei não chegando tão perto assim da bela torre, mas perto o suficiente para quem já subiu nela uma vez e não faz a menor questão de subir de novo, só olhar ela aqui de baixo mesmo.
Dessa vez me sinto menos turista nessa cidade e tenho vontade de fazer mais coisas locais que turismo mesmo. Tenho priorizado ver os amigos e andar pela cidade assim meio sem rumo, ver um pouco mais da vida local.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Nyc em família

Nyc está virando cada vez mais recorrente na minha vida. Em menos de 3 meses estou eu aqui de novo! Dessa vez numa viagem totalmente diferente das minhas últimas viagens: em família. Mãe, irmãozinho, tia e prima. Todos amontuados num apartamento em Nolita. Dormindo e acordando juntos. Diversão garantida!
Foram 10 dias, mas 10 dias passam rápido demais e não consegui mostrar tudo que eu queria, todos os meus lugares favoritos para eles. Penso que tudo bem, que com certeza voltarei lá com todos eles.
Mas vamos começar pelo começo: o drama do avião. Novidades: não teve drama! Pasmem! Eu só tomei 1 remedinho 1h antes de entrar no avião só para garantir, mas tava calma e serena. Tinha cia para o vôo, estava com minha tia Marília, minha prima Elisa e minha tia Emília, que foi sentada ao meu lado, então fomos conversando e nos distraindo até depois do jantar quando as duas caíram duras e dormiram até o avião pousar.
Chegando no aeroporto passamos pela facilmente pela imigração que nada nos perguntou, e eu fiquei esperando o vôo da minha mãe chegar para ir com ela e Diogo para o apartamento.
Primeiro dia, todos exaustos do vôo, fomos apenas bater perna perto de casa, e fazer compras. Em Nyc é quase impossível não ser um pouco levado pelo consumismo exacerbado que existe no ar. Passamos o fim de semana mais calmo andando pela cidade, comendo bem, e a noite eu e Elisa indo para bares e enchendo a cara no melhor estilo nova iorquino.
Domingo fomos numa feira que estava acontecendo no Brooklyn, e passeamos bastante por lá. João nos levou em alguns pontos que eu não conhecia, apesar de ter trabalhado ali do lado, como o Brooklyn Bridge Park, que é uma graça super agradável. Depois fomos para o Park Slope beber uma cerveja, só os jovens rs, e acabamos num restaurante peruano fofo e delicioso.
Segunda-feira fomos ao Dia: Beacon. Divino maravilhoso! Já tinha ido lá, mas é um lugar para se revisitar quantas vezes for possível! Só o caminho para lá no trem já vale a viagem de 1h e pouco. O lugar é lindo, arborizado com vista para o Rio. E o museu em si já é incrível. Até o Diogo curtiu!
Terça eu minha mãe e Elisa fomos a um museu no qual eu nunca tinha ido. É como eu sempre digo: não importa quantas vezes vá a Nyc tem sempre coisas novas para se conhecer! Fomos ao Cloisters, que faz parte do Metropolitan, onde ficam as principais artes medievais. O lugar em volta é um parque lindo, também com vista para o rio. Mas o museu em si é estranho... Um tentativa de reconstruir um castelo medieval. Valeu a pena só para ver o parque e a maravilhosa instalação sonora da artista Janet Cadiff, The Forty Part Motet, emocionante.
Na quarta eu e Elisa decidimos seguir nosso rumo. Fomos ao High Line e andamos muito atrás de um instrumento super específico de iluminação que ela queria comprar. Batemos muita perna!
Ah! Já ia esquecendo de dizer que de repente fez-se verão em Nyc! Um calor desgraçado. Saindo todo dia de saia e blusinha e sandália, praticamente um verão carioca.
Quinta e sexta mais bateção de perna. E sexta a noite fomos jantar na casa do João, que fez um delicioso jantar, com muito vinho. E ainda saímos para dançar com amigos dele.
Sábado era o último dia da Elisa e da Marília, e dia de eu minha mãe e Diogo nos mudarmos para casa da Juliana. Diga-se de passagem, o apartamento que estávamos era no 5 andar de escada! Então imaginem o tempo que não levou para tiramos todas as mil malas de lá. Toda essa função durou a manhã inteira, e um pouco da tarde também. Nos despedimos delas e fomos jantar num restaurante italiano que o Diogo, pré adolescente esfaimado, escolheu.
Domingão dia de passeio no Central Park e Metropolitan. Eu fui só no passeio no parque porque no Met já fui um zilhão de vezes, e não tinha nenhuma exposição temporária que eu queria ver. Foi super gostoso o passeio. A noite eles foram ver Wicked e eu fui pra casa do João. O tempo estava horroroso! Uma chuvinha chatinha demais. Depois fomos jantar perto de casa no nosso último jantar em Nyc.
Último dia em Nyc! Sempre bate uma tristeza.... últimas compras, últimos arranjos, almocinho no japa perto de casa que amo e sempre vou. Um aperto no coração de deixar aquela cidade mais uma vez. Um aperto no coração que a viagem em família estava acabando. Fomos os três juntos pro aeroporto, pois nossos vôos tinham poucas horinhas de diferença. Diogo e minha mãe ficaram comigo até a hora que eu entrei no avião. Um abraço muito apertado em cada um, um beijo demorado na buchecha, nos tchau tchau, nos vemos daqui a 15 dias. E fui me embora para Paris. E eles voltaram pro Rio.

Viajar em família tem sempre algumas complicações, alguns estresses. Mas apesar de tudo a viagem foi maravilhosa e eu amei cada minuto!!!! <3


quarta-feira, 26 de junho de 2013

It's up to you New York, New York

New York City. Depois de morar 6 meses lá, depois de voltar ano passado, como eu ainda tenho o que escrever sobre essa cidade? Pois é... Nyc é dessas cidades que tem sempre o que dizer sobre. Cidade que não pára, cidade que acontece. Em Nyc tudo pode acontecer.
Depois te ser sido muito bem recebida pela imigração e alfândega no JFK, fui acometida por um jet leg que eu jamais havia vivido. São 7h de diferença entre Berlin e Nyc. 7h é hora para caramba, e cheguei exausta, e acordei animadíssima às 4h da manhã, voltei a dormir às 6h e acordei de novo ás 10h, e a noite sono avassalador às 10h da noite. E foi assim durante os primeiros 3 dias. Ah! e um cansaço que não me deixava em paz. Mas eu lutei contra todo e fui para rua.
Acho que já disse isso aqui uma vez, e continuo dizendo: voltar como turista para uma cidade em que já morou é meio estranho. Você não quer fazer exatamente turismo, tem muitos amigos para ver, já conhece a cidade muito bem. Além disso tinham alguns amigos que moram em outros lugares do mundo lá também, então o que mais fiz foi andar pela cidade, comer em bons restaurantes (continuando o projeto "a volta ao mundo em 80 restaurantes") e vendo amigos queridos.
Primeiro final de semana foi de bares, baladas e amigos animados. Sexta começamos num bar russo, Pravda, com um cardápio de vodkas enorme e drinks maravilhosos. De lá seguimos para o Lower East Side, que nunca me decepciona, com seus mil bares baladas e restaurantes. Entramos num club chamado La Caverna, que tinha uma das decorações mais cafonas da face da terra. Sim, era decorada como se fosse uma caverna, com paredes imitando rocha, estalactítes e tudo mais, e ainda uns morceguinhos pendurados. Música até que estava divertida, mas aquela decoração meio Gunnies meio Bat cave foi demais para gente e decidimos mudar de bar. Fomos então ao Fat Baby (ok, os nomes dos bares e clubs de lá não são dos melhores, admito) onde dançamos sem parar até sermos gentilmente expulsas pois a casa iria fechar. Voltar para casa? Nem pensar! Nyc é uma cidade que dorme relativamente cedo, mas 4h da manhã ainda dá para comer uma pizza, então pizza it is!
Sábado ressaca, festinha calminha na casa de amigos. Domingo, bateção de perna de dia e a noite fui jantar com Ashley, minha única amiga americana, e João meu primo, num restaurante muito legal que a Ash reservou chamado Beauty and Essex, no Lower East Side. O restaurante tem uma decoração super legal, meio loja vintage de jóias, a comida é uma delícia, tapas para dividir com todos na mesa. Comemos, bebemos e... "ai meu deus, já é quase meia noite!". De repente vem a garçonete com um cup cake com uma velinha acesa e todos começaram a cantar parabéns para mim! Depois dalí, eu já uma balsaca mas sem perder o espírito jovem, fomos tomar drinks e dançar num club.
E segunda era o dia oficial da trintona aqui, então Juliana fez reserva num restaurante, que por acaso é dos mesmos donos do que tinha ido no dia anterior e tem a mesma pegada: comidinhas para dividir por todos. E claro, Lower East Side! Eu, Juliana, Nicolas, João, Carol para começar, e um cup cake para cantar de novo parabéns, afinal 30 anos merece o máximo de cantorias possível. Depois mais gente se juntou ao grupo (Tran, Baratta, Isabela e o namorado) e fomos tomar drinks num bar.
30 anos em Nyc! Comecei essa nova década bem e sinto que será um ano maravilhoso com muitos amigos, coisas boas e viagens!
A semana passou meio rápido. Fui a Astória visitar um amigo, assisti os jogos da final da NBA, almocei e jantei fora, adicionei um país na lista de restaurantes (Ucrânia) e me diverti. Fui ao Met ver a exposição Punk Chaos to Couture, sobre como a forma de vestir dos punks anos depois chegou nas passarelas de marcas badalas mundo a fora. Incrível! Deu vontade de voltar a estudar moda.
Na sexta tinha combinado de fazer babysitter para uma amiga brasileira que foi para Nyc e ia para Philadelphia assistir ao show dos Rolling Stones. O marido é super fã do grupo, e eles não queriam deixar a pequena de 5meses com uma baba desconhecida, então juntamos o útil ao agradável, fechamos um preço que ficasse bem para todos, pegamos e carro e fomos para Philadelphia. Chegamos lá só deu tempo de almoçar e eles irem para o show e eu voltar para o hotel com a pequena que já estava sonolenta. Ela dormiu cedo e eu fui ver tv, e acabei apagando. De repente sou acordada por um alarme altíssimo e uma voz: attention, there's a fire in building, please go to the emergency exit and follow instructions. Acordei assustada e fui me assustando mais ainda. Troquei de roupa (não sei porque fiz isso, mas achei que era melhor descer de roupa do que de pijama), peguei a bolsa celular e claro, a neném. Todos os hospedes saindo as pressas de seus quartos e andando em direção à escada e saída de emergência. Desci 15, sim quinze andares, com a pequena no colo tampando o ouvidinho dela para ela não acordar com aquele alarme altíssimo. Fomos todos descendo com calma e civilizadamente. Pensei que fosse passar mal em alguns momentos pois estava morrendo de fome e descer aquilo tudo com um bebezinho no colo não é mole não. Chegamos lá em baixo e os bombeiros já estava lá. E pasmem, eles já sabiam que não era nada demais, provavelmente alguém fumou um cigarro no quarto e disparou o alarme. Ufa que susto! E que competência dos bombeiros, fiquei impressionada! Quem dera aqui fosse assim. Voltamos pro quarto, eu tentei me acalmar, o susto tinha sido grande, mas a pequena acordou e chorou muito. Acho que criança sente o nosso nervosismo e o estresse em volta dela, pois a bichinha demorou para dormir de novo. E eu também.
Voltamos no dia seguinte cedo, e eu segui para o Zoo do Bronx, onde sempre quis ir mas acabei nunca indo, encontrar a Carol (minha amiga que mora em Madrid mas está passando 3 meses numa cidadezinha há 1h de Nyc) e o namorado. Eu adoro um zoológico, e sempre que posso visito algum em alguma cidade mundo a fora. O zoo é meio estranho, lindo, mas cada bicho fica há quilômetros de distância do outro, e qualquer coisinha você tem que pagar a mais, até para ver os gorilas! E caímos na asneira de ir num sábado de verão, então estava abarrotado de gente e um calor infernal. Passeamos um pouco, vimos urso e urso polar, tigres, cobras, crocodilos, búfalos, bambis, leão, babuíno, leão marinho e acho que foi mais ou menos isso. Saímos mortos de fome, a comida lá dentro é só fast food e só vendem uns combos caros e grandes mas não o suficiente para dividir e não vende o sanduíche separado, coisa de americano comilão! Fomos correndo para um restaurante perto da casa onde eu estava, um dos meus restaurantes favoritos em Nyc, CornerStone, que serve de brunch a dinner e tudo é uma delícia e com um preço super bacana, e ainda tem jarra de sangria pela bagatela de 15dols.
Domingo dia de brunch, dia de passear pela cidade de dia, e de jantar fora e drinks a noite. Bom, em Nyc todo dia é dia de jantar fora e tomar drinks, rs. Última noite na cidade. E último dia, numa plena segunda, almocei num venezuelano com o João, últimas compras e encomendas. Para varias arrumei a mala nos 45 do segundo tempo, e quando cheguei em casa vi como estava uma bagunça. Entrei no carro para ir para o aeroporto e me bateu uma tristeza. Eu amo Nyc! Eu amo muito Nyc! Mesmo amando Berlin agora também, Nyc não vai sair do meu coração. Novamente não quis ir embora, me deu uma saudade enorme da época que morava lá, me deu uma saudade enorme da vida que eu levava lá, das pessoas, do clima da cidade, até do frio! Foi aí que eu lembrei: ops... não tomei o frontal! Pois é... eu esqueci do medo de voar! Mas assim que lembrei tomei logo meu remedinho, e pouco antes de entrar no avião tomei outro. Mas o avião atrasou mais de 1h e eu fiquei batendo cabeça na sala de embarque. Entrei no avião um zumbi e estava vazio, ninguém ao meu lado, pude dormir e me esparramar, consegui arduamente acordar para jantar, e quase perdi o café da manhã. Cheguei no Brasil e a alfândega nem olhou pra minha cara "droga, podia ter trazido mais coisa!"

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Wir sehen uns bald, Berlin!!!

Os dois últimos dias em Berlim foram calmos. Passeei a pé e um pouco de bicicleta. Fiz compras finais. Saí para beber com uma amiga. E passei uma tarde maravilhosa com minhas primas que estavam me hospedando. Fui almoçar com elas na terça feira e depois fui conhecer o espaço onde Dulce dá aula de dança e o namorado dela, Carlos, dá aula de karate. É um espaço lindíssimo! Assisti a aula dos alunos entre 4 e 5 anos, e depois fui convidada a participar da aula dos alunos entre 8 e 12 anos. E foi tão divertido!!!! Dancei e dancei e dancei e ri muito!
Minha prima Dulce é uma pessoa encantadora que me recebeu de braços abertos na sua casa. Foi solícita e uma companhia maravilhosa no dia a dia com muitas histórias e risadas. Sua filha Cecília, uma menina de 12 anos que já está mais alta que eu, é uma fofura, e ficamos muito próximas, tanto que terça a noite ela dizia "não quero que você vá embora". As duas são uma alegria só e estão sempre dando gargalhadas felizes da vida. Família é uma coisa muito boa, e eu sempre gostei de ter família perto. Agora sinto que minha família aumentou mais ainda, e tenho duas primas que tem um pedação do meu coração! Foi recebida com muito amor! <3
Na terça fim de tarde começou a bater aquela depressãozinha de ter que ir embora. Fui beber com uma amiga para não pensar muito nisso, e o mais estranho é que quando acordei no dia seguinte a tristeza de deixar Berlim era maior do que o medo do avião. De qualquer forma tomei um frontalzinho antes de pegar os dois vôos para Nyc.
Berlim me fisgou de jeito. Tanto que cheguei em Nyc, que eu amo de paixão, e quase não senti nada. Estranho, né?! Bem aquela história: só um novo amor para curar um antigo amor. Meu novo amor tem cheiro de flor no verão, muita neve no inverno, uma primavera florida e um outono com folhas laranjas. Tem bicicletas por todos os lados, poucos carros, nenhum barulho, metro que funciona, comidas boas, pessoas legais, arte muita arte, vida noturna, vida diurna e me acolheu como poucas cidades.
Ir embora nunca é fácil. Eu tenho viajo todos os anos, e não me acostumo nunca, toda vez que vou embora de uma cidade me dá uma dorzinha no peito e uma tristeza. Dessa vez foi um pouco diferente. Me deu uma dor no peito quase que insuportável, uma saudade de uma vida que ainda nem comecei a ter, um desejo de ficar maior que em qualquer outra cidade, salvo Nyc quando vim em 2011 e não voltei. Bateu quase um arrependimento de ter marcado a vinda para Nyc, acredita? Pensei em largar todas as passagens e ficar em Berlim. Pensei em não voltar nunca mais. Deu medo de eu voltar para o Brasil e meu amor por Berlim se perder num dia a dia sem graça. E daí racionalizei: se eu ficar agora será apenas por um curto período. Se eu continuar a viagem, ir para Nyc, curtir meu aniversário lá rodeada de amigos muito queridos, voltar para o Rio e me organizar de verdade, mas de verdade mesmo, focar e traçar uma estratégia, eu volto para Berlim e não será por pouco tempo. Será uma volta mais madura, uma volta com tudo, e de preferência arranhando um alemão para não precisar perder tanto tempo com aulas de lingua e poder fazer algum curso mais bacana.
Então assim resolvido, entrei no avião rumo a Nyc! E só para constar: British airlines, eu quero morar num avião seu! Confortável, comidinha boa, tv própria com ótimos filmes, avião quase sem chacoalhar, equipe de bordo simpática, e entregaram minhas malas mesmo com conexão! Até me arrependi de ter tomado um frontal a mais e não ter curtido melhor as acomodações do avião.
E Nyc não pára nunca de me surpreender! Fui uma das primeiras a sair do avião e quase não peguei fila na imigração. Cheguei no guichê da imigração com aquele sorriso, sempre tentando ser o mais simpática possível para os caras não serem grosseiros, mas... O moço da imigração era a simpatia em pessoa! Perguntou o que eu fazia, eu disse que era figurinista (é o que consta na minha ficha do visto, então stick to the story) e ele ficou dizendo "nossa que legal, deve ser muito divertido" e eu "sim, mas trabalha-se muito também" e ele "é... mas é aquele tipo de trabalho que você nem sente que está trabalhando pois você ama muito o que faz, já não posso dizer o mesmo do meu trabalho". E perguntou "você estava na alemanha? passeando?" Eu disse que sim, que férias as vezes era bom. Ele respondeu: então curta a suas férias, e aproveite seu trabalho pois são poucas pessoas que podem fazer o que se ama". Tudo isso com o tom e o sorriso mais simpático do mundo! Peguei as malas (UFA) e fui para a alfândega, o rapaz "de onde você é?" e eu disse "Brasil" ele "deixa eu adivinhar... Florianópolis?" "Não, sou da cidade mais famosa do Brasil" "Ah! Rio de janeiro! Eu achei que os brasileiros fossem mais..." "Bronzeados? Pois é... eu não vou muito a praia" "Você mora na Alemanha?" "Não não... tava só passeando em Berlim, moro no Brasil mesmo, só não frequento muito a praia." O rapaz todo sorridente e simpático novamente me desejou uma boa estádia em Nyc e fui embora. Oi? Acho que ontem o JFK estava situado num universo paralelo. Ou então Nyc ficou com medo de me perder para Berlin e tratou de fazer sua polícia federal me tratar melhor. Mas não caprichou muito no tempo. Ou a chuva pegou carona no meu avião na escala em Londres. Chuva, vento, comprei um guarda-chuva que em 2minutos virou pra cima com o vento. Tinha esquecido já que em Nyc venta muito também.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Freitag, Samstag und Sonntag

Fim de semana chegou animado. Fui encontrar Ursula sexta de manhã para irmos a um bairro que ela não conhecia muito, e eu muito menos, mas que parecia legal Friedrichshain. Um bairro bem de Berlin oriental, ainda com alguns prédios abandonados e invadidos por jovens e artistas. Uma parte do bairro já está super inn cheio de bares restaurantes e lojas legais. Fomos caminhando e chegamos num pedaço onde era um antigo parque industrial, mas que está abandonado e foi tomado por alguns bares e clubs. Todo grafitado, com vidros quebrados, alguns galpões nem teto tem, e maravilhoso! Exatamente o que se espera achar em Berlin.
Johanna, minha amiga que mora em Dresden, chegou na cidade sexta a noite, e fui direto encontrar ela. Mais de um ano que a gente não se via. Ela estava hospedada com o namorado na casa de uns amigos num bairro chamado Wedding, um lugar com muitos imigrantes e estudantes. Compramos um sanduíche que pelo que entendi é típico daqui, bem comida de rua como o kebab, e também lotado de coisas dentro: molhos, frango, pepino, tomate, alface, cebola, e várias outras coisas que não vou conseguir listar aqui, do tipo difícil de comer mas uma delícia. Sanduíches cerveja e amigos! Sexta-feira tranquila mas deliciosa.  
Sábado é sábado em qualquer lugar do mundo, e em Berlin no verão é mais animado que qualquer outro lugar. Eu Johanna e o namorado dela fomos almoçar em Kreuzberg, andamos um pouco também por Friedrichshain. Depois eles quiseram ir para casa se arrumar para noitada, mas eu já tinha saído pronta pra passar o dia e a noite na rua, então fui encontrar um amigo brasileiro que mora aqui num festa diurna e noturna num lugar bem legal bem no centro de Berlim. Depois de algumas cervejinhas decidimos trocar de lugar e fomos para casa de um dos rapazes do grupo beber e decidir em qual club iríamos. Cervejas, vodkas, suco de laranja, pizza, alemães, brasileiros, australianos, romenos, israelenses e ingleses, tudo mundo junto e misturado na noite berlinense. Andamos para Friedrichshain para um club ás 3h da manhã. A noitada aqui começa tarde, e alguns clubs "escolhem" quem pode ou não entrar. Fizemos toda uma tática de guerra para ninguém ficar de fora, nos dividimos em pequenos grupos e quando chegou a hora do meu grupo entrar o namorado da Johanna deu um pitti e saiu da fila o que custou a nossa entrada no club. Me deu um mega ódio, mas quando entrei no metro para voltar para casa já estava tranquila e pensando que o dia e a noite já tinham sido incríveis e que voltando para casa "cedo" (5h da manhã e totalmente de dia já) conseguiria curtir de verdade o domingão.
E chegou o domingo de sol! Fui com a Dulce a Cecília, o namorado da Dulce Carlos, e uma amiguinha da Cecília para um parque chamado Tempelhofer, um antigo aeroporto construído por Hittler que foi desativado e agora é um parque onde se anda de bicicleta nas pistas de avião, se faz churrasco no gramado, e tem eventos artísticos musicais e muita coisa divertida. Fomos de bicicleta, e eu já não andava de bicicleta há mais de 15 anos! No início não consegui muito, quase caí, fiquei nervosa, tive medo, mas abaixamos o banco e tudo melhorou. Fui ainda meio hesitante, meio insegura, mas em alguns minutos já estava toda feliz e sorridente na bicicleta pensando: mais um medinho superado! E agora me sinto a prova viva de que quem aprende a andar de bicicleta nunca desaprende. E a prova de que a cada viagem supero mais um medo, mais uma barreira e assim vou crescendo e melhorando como pessoa! 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A semana em Berlin

E quando você chega numa cidade e se sente imediatamente em casa mesmo sem falar a língua?
Berlin é uma cidade extremamente democrática, e se você quiser sair pelado com uma melancia no pescoço vai fundo que ninguém vai te julgar ou ficar olhando para você. É uma cidade onde as crianças são aceitas em qualquer restaurante, e ficam andando livremente sem que ninguém diga que aquelas crianças são mal educadas e deveriam estar sentadinhas comportadas, elas são livres e felizes e fofas demais. É uma cidade onde cachorros são extremamente educados e podem entrar em bares restaurantes e até andar de metro. É uma cidade cheia de árvores e parques, onde os carros andam devagar, não tem trânsito e não tem poluição sonora. Berlin é silenciosa, calma, mas ferve. É limpa mas  seus grafittes nas paredes dão um ar urbano. Berlin é cosmopolita, e aberta. E quem iria pensar que eu algum dia sonharia em morar na Alemanha? Confesso que nunca achei que de todas as cidades que eu fui, Berlin seria a que fizesse me sentir mais em casa. Sempre pensei que meu futuro era Londres. Mas não. Acho que meu futuro é Berlin!
Desde que Isabela foi embora, e eu fiquei solita nessa cidade, o que mais tenho feito é ido a museus e caminhado pelas ruas da cidade meio que sem rumo. Gosto de caminhar e ver a cidade como ela é. Fui ao Pergamon, ao Alte Nationalgalerie, Alte Museum, Berlinische Galerie. Andei tanto que meus dedos dos pés estão doloridos.
Quarta fui encontrar a Ursula, amiga da minha mãe que também está de passagem pela cidade. E fomos a mil galerias. Foi um passeio super gostoso e conheci uma parte da cidade que ainda não tinha explorado. Muitas das galerias ficam em prédios antigos reformados por dentro mas com o esqueleto ainda original, e tem prédios que só tem galeria. Como em qualquer lugar do mundo tinha muito arte boa e muita arte ruim. Mas valeu muito o passeio! Depois fomos no Martin-Gropius-Bau ver a exposição incrível do Anish Kapoor. E também na exposição do acervo das industrias Bayer, Von Beckmann bis Warhol, muito bacana também. Caminhei mais um pouco sozinha, fiz comprinhas, afinal de contas eu curto uma roupa boa bonita e barata e muuuuito estilosa, e é o que mais tem aqui! Até a H&M que tem em mil lugares, aqui tem peças mais estilosas e diferentes.
Quinta de manhã passeei pelo bairro onde estou hospedada, Schöneberg, e no parque que tem aqui do lado, Viktoriapark. Que delícia! Isso é realmente genial aqui que em todo lugar tem um belo parque onde todo mundo vai tomar um sol, fazer picnic, beber uma cerveja no gramado. Fiquei lá caminhando pelo parque, sentei no gramado, tomei um solzinho ouvindo música boa no meu ipod. A tarde fui com a Cecília, que tem 12 anos e é mais alta que eu, no zoológico, porque ao contrário de muita gente eu amo zoológico! E já tinham me dito que o daqui era demais. De fato é um belíssimo zoológico. E o mais engraçado de tudo é que tem uma chimpanzé chamada Bibi! O passeio foi ótimo. Minha companheira é uma gracinha de menina que fala português com muito sotaque, fofo demais. Vimos os bichos todos, tomamos sorvete, pegamos o metro e voltamos para casa. A noite encontrei a Ursula para irmos num restaurante vietnamita (que é cheio por aqui) meio badalado num bairro bacana, Mitte. Pedimos cerveja, claro, e rolinhos primavera na massa de arroz de entrada, e escolhemos um prato do dia: aspargos com camarões caramelizados, legumes e macarrão de arroz. Delícia, né?! Senão estivesse bizonhamente apimentado e tivesse deixado minha boca dormente de tão ardida. "Arroz com jasmin pelo amor de deus!" E aí consegui comer mais um pouco, pois o arroz com jasmin quebra o ardido da pimenta, além de ser maravilhoso.
Hoje está um dia lindíssimo. Tem feito dias bonitos e quentinhos. Daqui a pouco mais galerias, dessa vez a céu aberto para aproveitar o sol. A noite chega Johanna minha amiga alemã, que conheci em Nyc, e mora em Dresden. Hoje já é sexta feira e o fim de semana promete ser animado, como Berlin é!

terça-feira, 4 de junho de 2013

E foi amor a primeira vista...

Cheguei em Berlin na sexta feira a noite, bem tarde, umas 23h. Era tarde, eu não queria passar perrengue, já sabia que taxi era relativamente barato então entrei num taxi e... ops! Eu não falo alemão! Mas o rapaz falava um pouco de inglês e eu mostrei o nome da rua anotado, afinal a pronunciar Schwedter Straße não ia rolar. O trajeto foi rápido, e custou barato, 20E. O prédio era uma graça. Nos primeiros dois dias ficaria hospedada no apartamento que uma amiga do Brasil, Isabela, alugou. Parei na porta do prédio de mala e cuia e vi que aqui o interfone não tem o número do apartamento, só nome dos moradores. E agora? Liguei para o brasil e pedi "pai, entra no meu facebook pelo amor de deus e vê o que a Isabela escreveu sobre o interfone" Ele foi fofo e me ajudou, mas nas mensagens de facebook nada havia sobre isso. E estava frio e chuviscando. Ela tinha dito que o prédio era em frente a um mercado e tinha um restaurante também em frente onde ela estaria jantando e me veria quando chegasse. Não tinha nenhum dos dois. "Acho que estou no prédio errado!" Mas era exatamente o número que ela tinha me dado. Por um milagre da tecnologia eu consegui achar um wifi meio público sei lá, que me permitia entrar por 30min de graça. Salvação da pátria! Consegui me comunicar com a Isabela pelo whats app e pegar o número do prédio, que não era 245 e sim 254. Ufa!
O apartamento era lindo! Enorme. Quarto sala cozinha banheiro, mas tudo gigante e reformado lindo. Para não passar a noite em branco fomos num bar na esquina de casa badaladinho e cheio de gente interessante e bonita. Os alemãos são lindos e estilosos. Todos! É de se impressionar até.
Sábado tentamos acordar cedo, mas foi difícil. E estava um tempinho nublado feinho demais. Saímos para tomar café já depois de 13h, e depois fomos nos encaminhando para perto do bar que iríamos tomar uma cerveja no final da tarde, Club der Visionaere. Passeamos pela margem do canal, por um parque, por ruas lindas. Chegamos no bar, um deck dentro do canal, um ambiente gostoso de fim de tarde. Bateu uma fominha atravessamos o canal e almoçamos num restaurante também dentro do canal, comida vegetariana deliciosa. Voltamos pro bar, afinal a noite estava só começando e o bar enchendo cada vez mais. Conhecemos um grupo enorme de franceses que também estavam aqui a passeio, e depois de algumas horas fomos todos para uma boate lá perto, imensa enfumaçada escura e divertidíssima, bem no estilo underground alemão.
Domingo era dia de mudança. Isabela ia embora domingo de manhã, mas seu vôo deu overbook e ela só foi segunda. Então nós duas nos mudamos para a casa da Dulce, prima de são paulo que mora aqui em Berlin há 12anos e na europa há 28. Dessa vez chegamos no lugar certo, mas a Dulce não ouvia o interfone. Frio e chuva. Um pub na esquina foi o salvador da pátria dessa vez, tomamos um café quentinho e pedimos para usar o telefone. Conseguimos contato com a Dulce e ela veio abrir a porta. Ufa de novo!
Ela estava tendo uma festinha em casa, café da manhã com o pessoal que mora no prédio. Esse prédio em que ela mora foram eles que construíram. Esse grupo de pessoas se juntou, fez o projeto e construiu o prédio, que é maravilhoso! Parece que isso é super comum agora, e fica muito mais barato que comprar um pronto. O prédio então tem toda uma preocupação ecológica, e os apartamentos são grandes e amplos, com uma varanda deliciosa. Aqui a maioria dos prédios tem varanda, o que dá um charme maior a cidade, principalmente agora na primavera em que todos tem flores na varanda.
Depois do café da manhã a Dulce nos levou para passear em Kreuzberg. Depois eu e Isabela ficamos andando por lá, sentamos num bar, bebemos weise bier, andamos mais um pouco, entramos numa galeria que estava tendo um happening com performances e você pagava o quanto queria por drinks, voltamos a andar e acabamos no mesmo bar do dia anterior que era agradável.
Isabela foi embora na madrugada de domingo para segunda, e eu fiquei saudosa. Mas... Berlin está aqui e eu vou desbravar essa cidade.
Saí de casa segunda depois do almoço. Como anoitece super tarde não vejo tanta necessidade em sair de casa super cedo. E como aqui todos os museus e afins são pagos e não são baratos, almoçar em casa economiza. Peguei o metro em direção a Berlinische Galerie. Saltei do trem e fui na direção meio errada, mas berlin é muito bem sinalizado, e eu, uma moça tecnológica, havia baixado um aplicativo para celular que é um mapa de berlin offline que me acha pelo meu gps. Demais! Estava tranquila em me perder um pouco, mas me achei e fui na Galerie que incrível. Depois CheckPoint Charlie, aonde era abertura do muro e quem quisesse atravessar tinha que parar ali e pedir permissão. Estranho demais ser um ponto turístico, mas é. E continuei minha caminhada. Portão de Brandeburgo, Estátua o Anjo da Vitória, e um pouco do Tiergarten. Minha pernoca começou a doer e caminhei para o metro mais próximo, me achei nessas mil linhas de metro, e consegui chegar em casa rápido e sem me perder. Já estou me sentindo em casa em Berlin! E completamente apaixonada por essa cidade. E na última vez que isso aconteceu nessa escala eu fiquei 6meses... Quem sabe?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sintra, castelos e o último dia

Em Lisboa venta tanto que você acha que vai voar.  O vento é constante e não há como falar de Lisboa sem falar em vento. E da Torre de Belém!
Fui a Belém já no final da tarde e tive que correr um pouco para conseguir ver no mínimo a Torre e o Mosteiro dos Jeronimos. Mas antes de começar o passeio, um pastelzinho de belém por favor! rs
Comecei pelo mosteiro, que é realmente muito bonito mas não me pegou, sabe? Mas a Torre... é linda demais. Senão tivesse chegado tão tarde, e não estivesse chuviscando, teria ficado lá horas olhando cada detalhe e a vista para o rio Tejo. A chuva foi aumentando e como já eram mais de 18h tudo já estava fechando, não consegui ver mais nada peguei um ônibus e fui tomar vinho perto de casa.
No dia seguinte acordei cedo, peguei um comboio e fui para Sintra. Cheguei em Sintra, meio perdida, não sabia muito o que ia encontrar por lá, pedi informação (eu e milhões de turistas) e decidi ir conhecer primeiro o Castelo dos Mouros que eu tinha certeza que seria o que eu mais iria gostar. E batata! Aqueles muros e torres, aquela vista, aquele verde, me tiraram o fôlego! e novamente voltei a ser criança brincando de princesa no castelo imaginário, e me sentindo dentro de Game of Thrones. Teria ficado umas mil horas lá também se... não estivesse, claro, ventando muiiiito! Sintra é na serra, quase uma Petrópolis, então imaginem o frio que faz lá. Depois de quase ser jogada para fora dos muros do Castelo dos Mouros pelo vento, achei que o mais sensato era continuar meu passeio e fui andando em direção do Palácio da Pena. 50 milhões de turistas! Mas o Palácio e os jardins são bonitos demais! Só as fotos que ficam cheias de gente desconhecida, mas tudo bem. Os detalhes de decoração do palácio me encantaram, e eu adoro ver como viviam as pessoas em tempos passados, e nesse palácio pelo visto viviam muito bem. Paredes decoradas com tecidos ou belíssimos azulejos, quartos, salas, casas de banho, tudo belíssimo e interessante. Pensei em de lá seguir para o Chalet da Condessa, que me falaram muito bem, mas quando perguntei para o guarda do palácio como fazia para chegar lá ele me disse: não tem ônibus, tens que andar e é uns 40 minutos de caminhada. Ok, a noção dos portugueses de distância é muito diferente da nossa, e quando você fala que vai fazer alguma coisa andando eles dizem que não dá que é muito longe, mas você vai mesmo assim porque o muito longe é andar 10minutos. Mas... 40minutos achei que mesmo na noção deturpada dos portugueses era minuto para caramba, e naquele vento frio não ia rolar. Peguei o ônibus de volta para o centro de Sintra e almocei por lá num café delicioso, e baratíssimo, um menu do dia com sopa suco de frutas e um prato vegetariano ovos mexidos com aspargos e salada, tudo isso pela bagatela de 5euros! Voltei dormindo no comboio que nem criança depois de um longo passeio e um almoço delicioso.
Aquela seria minha última noite em Lisboa, então a noite é uma criança! Fui jantar numa hamburgueria perto da praça do Chiado com Camila Joanna e Rômulo. Hamburguer e vinho, afinal estamos em Portugal e eu quero mais é beber vinho! Conversamos e rimos muito! O último jantar não poderia ser melhor. Mas... não queria parar a noite ali e eu e Camila fomos a um bar beber mais um vinhozinho e jogar conversa fora.
Chegou o último dia em Lisboa! Passou rápido demais... mas eu ainda tinha algumas horinhas então fui no Jardim das Amoreiras e no Museu Mãe d'Água das Amoreiras, o local de abastecimento de água histórico da cidade que virou um museu e é lindo. E lá do alto dele tem um miradouro lindo!
Almocei num restaurante austríaco no Chiado e saí correndo para o aeroporto pois já estava atrasada. Peguei um taxi, que não me enrolou dessa vez, e paguei a metade do que havia pagado no taxi da vinda hahahahhaha. Tomei meio frontal, entrei no avião, 1:30 de vôo, cheguei em Palma de Mallorca, esperei 1h entrei num novo avião, dormi que foi uma beleza, e finalmente cheguei em Berlin. Mas Berlin é assunto para um outro post.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Cascais e as memórias...

Quando eu era criança minha avó nos levava num sítio em Friburgo de uma amiga dela portuguesa residente do Rio de Janeiro. Ia aquele bando de crianças, amontoados no carro ou no ônibus, para passarmos uns dias naquele local bucólico e mágico. De vez enquando chovia e o carro atolava na entrada que era de terra, e tínhamos todos que colocar sacos no pé e irmos andando para a casa com lama até o joelho. A casa era branca com janelas azuis e um jardim florido por onde corríamos, subíamos em árvores pedras, brincávamos cantávamos e sorríamos. A noite a brincadeira era gato mia miou com as luzes apagadas, e dormíamos todas na sala numa enoooorme cama feita no chão.
Na hora do lanche a portuguesa fazia um delicioso bolo de banana (que eu amava) e sentávamos todos em volta da mesa. Eu gostava de sentar do lado daquela moça de sotaque engraçado e ouvir ela contar histórias. Ela passava 6 meses no Rio/Friburgo e 6meses em Portugal, sempre fugindo dos invernos. Ela se hospedava na casa da minha avó no Rio e sempre que voltava de Portugal trazia chocolates e histórias de suas viagens. Eu ouvia encantada tudo que ela tinha para contar de cada lugar, e ficava sonhando com o dia em que eu faria essas viagens.
Hoje estou aqui na sua terrinha, e fui passar o dia com ela na cidade de Cascais, onde ela mora. Uma pequena cidade de praia, um balneário. Nos encontramos em Lisboa e pegamos um comboio (trem em português português rs). No caminho fomos conversando sobre sua última viagem, um cruzeiro para os países nórdicos. A viagem não é muito longa, uns 50minutos no comboio. Chegando em Cascais andamos um pouco pelo centro e demos uma espiada nas praias. Fomos almoçar num lugarzinho gostoso que ela costuma a ir, e depois pegamos um ônibus e subimos para a casa dela. Ela mora na parte nova da cidade, prédios parecidinhos, casas bonitas, jardins e uma vida simples mas muito agradável. O apartamento de 2 quartos (um para ela e um para neta quando vai nos fins de semana) é grande e gostoso, claro e ensolarado decorado com objetos adquiridos pelo mundo a fora. Logo embaixo um mercadinho onde ela compra todo dia seu pão, pastel de nata e ás vezes uma sopa para esquentar, e onde compramos nosso lanche da tarde. Andamos muitos por lá, sentamos num café com uma vista surreal para o mar, e ficamos conversando sobre nossas viagens passadas e futuras. Guida me contou mais sobre sua vida. Como o pai a criou meio como menino, e a levava para passear de barco e deixou ela viajar com 18 anos de mochilão pela Europa com uma amiga, algo impensável para época. Contou sobre seu mestrado em literatura, os 6 meses que passou em Colônia e os 6 meses que passou em Londres. Contou também o carinho especial que tem pela minha avó, sua melhor amiga, e meus olhos encheram d'água.
No final do dia tomamos chá na sua casa com pãozinho, queijos deliciosos e um pastel de nata que eu poderia comer uns 50 de tão bom, tudo ali do mercadinho em baixo da sua casa. Falamos sobre minha avó e meu avô, histórias e mais histórias, viagens e mais viagens. Guida é uma mulher vivida, viajada e alegre. Hoje foi um dia tão gostoso com uma pessoa que está do lado esquerdo do meu coração desde que me entendo por gente. E me deixa feliz e emocionada de ter conhecido sua vida do lado de cá do oceano, e poder, agora, ver o quanto eu estou realizando aquele sonho de menina de viajar como aquela moça do sotaque engraçado. Sexta feira eu sigo para Berlin e Guida segue para Turquía, e em outubro vamos nos reencontrar no Rio e partilhar mais de nossas viagens com um belo chá chocolates e minha avó ao nosso lado para nos dar mais alegria.
Cascais é uma cidade lindinha, com praias bonitas e um mar que dá vontade de morar lá dentro! No verão deve ser um escândalo!
Hoje me deu saudade das primas no sítio, do bolo de banana, da minha avó, e do meu amado avô! E voltei no comboio sorridente e com os olhos cheios d'água das memórias boas que tenho com todos eles e das histórias que terei para contar pros meus filhos e netos e amigos de netos das minhas aventuras mundo a fora, assim como a Guida.

Lisboa, ó menina!

Lisboa é uma bela cidade. Vou começar esse post constatando o quão bela é Lisboa. Mas agora vamos aos fatos.
Cheguei aqui na sexta tarde da noite, e depois de um cansativo dia de viagem não tinha energia para mais nada. Além disso não via minha amiga Camila, que está me hospedando, há mais de 1 ano, então precisávamos colocar a conversa em dia e foi isso que fizemos.
Sábado amanheceu um lindo sol e calor! Calor para os Liboetas, para nós calorzinho de inverno, sabe? Um casal de amigos da família me ligou e disse: hoje está calor, queremos pegar uma praiana, anima? Eu, uma turista facinha facinha, respondi animadíssima "claro! praiana portuguesa, vamos lá!'. A Camila tinha uma questão familiar em Porto, que é umas 3h de carro daqui, e não ia poder me levar para passear, mas achou que eu estava indo para uma grande roubada "uma carioca indo a praia em Lisboa?" Sim! Eu não sou grande frequentadora da praia no Rio, achei um belo programa de sábado, começar a viagem pegando uma corzinha e dando um mergulho. Até fiquei ligeiramente vermelhinha no rosto, mas o mergulho... vai ter que ficar para o Rio mesmo porque a água aqui é congelante! Mal consegui colocar o pézinho. A praia era bonita. A companhia foi excelente!
Domingo foi dia de caminhar pela cidade. Fui ao Panteão, uma bela igreja com uma vista espetacular. Andei pela Praça do Comércio, vi onde aos naos paravam quando chegavam em Lisboa, o palácio onde residia o rei, e caminhei caminhei caminhei com a Camila que precisava resolver algumas coisinhas. A noite fomos num restaurante chamado Sea Me, uma peixaria peixaria moderna onde você pode, se quiser, comprar o kg do peixe e eles prepararem. Eu escolhi um prato do cardápio mesmo, achei mais simples, e estava uma delícia.
Venta muito aqui em Lisboa! Um vento surreal que quase te derruba no chão. E é um vento gelado, não há casaco que segure, pelo menos não para uma carioca mal acostumada. Mas no sol faz bastante calor, e é seco seco.
Segunda-feira o dia esfriou um pouco, saí sozinha de casacão e blusa de manga comprida, mas a tarde ficou muito calor, e a noite frio de novo. Fui ao Elevador Sante Justa, que te leva para um belo miradouro. Atravessando uma passarela tem um convento em ruínas lindo, mas ontem estava fechado então não pude entrar. Depois almocei com a Camila num lugar fofo chamado Fábula, com uma estante bela de livros e mesas e cadeiras antigas. E de lá segui para o Castelo de São Jorge.
Quando eu era criança adorava história de castelos e princesas e cavaleiros e reis e rainhas e dragões e espadas. Amava ficar pensando nas roupas e na decoração dos castelos. Mesmo uma mulher feita, não há nada que me fascina mais do que ir a museus de costumes e castelos. O Castelo de São Jorge é uma ruína, pouco do verdadeiro castelo sobrou ali. Mas seus muros e torres estão de pé e te dão uma noção de como era antigamente, e claro, você usa sua imaginação para ligar os pontos e construí-lo em sua cabeça (e brincar um pouco de Game of Thrones, o seriado para adultos que foram crianças como eu).
A caminho do Castelo parei nos Portões do Sol. Um belo miradouro! E fui caminhando para o castelo, mas... não achava! E pensava "como um castelo pode sumir assim?" E pode! Toda a vez que viajo vejo como o Rio de Janeiro é bem sinalizado. Andei para o lado que achava que deveria. Como uma boa viajante solitária, e uma pessoa que curte mapas, eu já tinha o mapa de Lisboa na minha cabeça e total senso direção, subi para o lado que achei que deveria. Mas Lisboa apesar de uma cidade fácil de se andar (como o Rio você pode sempre se guiar pelo mar, no caso aqui pelo rio Tejo) não é tão obvia, e suas ruelas e ladeiras lhe confundem. Subi pra um lado e nada de Castelo e nada de turistas. Opa! Centro turístico, se afastou dos turistas, volta! Lição que um carioca dá a um gringo na cidade maravilhosa, e que eu sempre tento segui-la, afinal já tive más experiências em viagens e pretendo não ter novamente. Lisboa é uma cidade bem segura, mesmo! Mas eu prefiro não pagar para ver. Ainda assim entrei numa ruela e em outra sozinha e acabei achando o belo Castelo.
Fim de tarde um encontro com a Joanna, prima da prima, que mora aqui há quatro anos mas fala sem o menor sotaque português, e com muito orgulho segundo ela. Me levou para comer pão de deus na Padaria Portuguesa (ai minha dieta), um pão doce com um pouco de coco delicioso. Depois ela me levou num... Miradouro!
Agora um parênteses para falar sobre essa peculiaridade Lisboeta. É assim: um monumento um miradouro, um elevador um miradouro, uma praça um miradouro, uma igreja um miradouro, um bar um miradouro. E assim vai se passeando e vendo as diversas vistas, não tão diversas assim, mas lindas de Lisboa e suas 7 colinas.
Voltando a programação do dia de ontem, fomos ao miradouro de São Pedro de Alcântara, vista linda para a cidade e o castelo, e depois num bar/restaurante Lost In, com uma vista linda e uma decoração incrível meio indiana meio sei lá o que, com grandes varandas e mesas e bancos e sofás que são camas partidas ao meio. Uma cervejinha com uma cia agradabilíssima para fechar o dia com chave de ouro!

sábado, 25 de maio de 2013

O Medo e Madrid

Realmente medo é uma coisa totalmente irracional que te leva aos pensamentos mais mórbidos e te paralisa. Quinta-feira meu medo quase me paralisou. De repente me peguei aos prantos porque teria que entrar num avião mais tarde naquele dia, e durante toda a viagem terei de entrar em 7aviões. Liguei para pai, mãe, que me acalmaram um pouco. E por muitos momentos durante essas horas de pânico eu quase desistir de viajar. Mas pensava também, que se desistisse nunca mais me perdoaria, e que se desistisse dessa vez quando mais eu teria coragem de entrar novamente num avião? Meu pai falou: minha filha, a cabeça vai caraminholando mesmo, pensa em outras coisas senão o medo domina o pensamento. Minha mãe falou: não se entregue para o medo! E foi lá no aeroporto me deixar. Eu grogue de remédio já, mas foi tão importante ela ter ido... Acho que sozinha num taxi eu teria desistido e voltado. Mas ela não me deixou desistir! Não deixou eu me entregar ao medo! (obrigada mãe! E obrigada pai também que falou palavras reconfortantes ao telefone).
Entrei no avião grogue grogue que não vi o avião subir. Acordei já lá em cima com um simpático companheiro de viagem que puxou papo e conversamos até depois do jantar, quando eu apaguei e só acordei com a aeromoça me cutucando para me servir o café da manhã, péssimo diga-se de passagem! E o mais engraçado é que percebi que o rapaz sentado ao meu lado, que se assumiu claustrofóbico, estava mais nervoso do que eu. Santo frontal!
Cheguei sã e salva em Madrid! Linda Madrid... Fui direto a casa de Josy e passei o dia com ela. Não fiz nada turístico, afinal de contas já conhecia Madrid. Mas Josy fez o dia mais agradável possível e me levou para almoçar a beira de um rio. Frio na sombra calorão no sol, o céu estava azul e o dia belíssimo! Matei um pouco a saudade da minha irmã do coração, e da bela Madrid. Bebi tinto de verano e comi paella.
Voltei para o aeroporto sem remédio, mas com um pouco de vinho atuando na mente (outro santo remédio). Deu medinho no avião mas o vôo foi tão curtinho que nem deu tempo do pânico tomar conta, ou eu que já tinha dominado o medo.
Opá, Lisboa!!!
Peguei um taxi do aeroporto e... levei um volta do taxista. Camila já tinha me avisado, mas eu quando entrei no taxi não vi o taxímetro, e era um senhor muito educado que colocou no gps a rua que eu ia e eu vi que ele estava seguindo o caminho do Gps direitinho, então não me preocupei. Mas daí quando ele me cobrou, ulalá! 23euros! E a Camila tinha me dito que era no máximo 15euros. Mas eu fiquei meio assim de já sair discutindo uma coisa que eu nem tinha certeza, deixei quieto e paguei os 23euros. Paciência... lição aprendida! Taxistas na terrinha são uns bons de uns biscos!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Roma parte 3 Londres parte 1


Sábado eu e Elisa decidimos fazer um almocinho italiano em casa com erva doce que eles comem muuuuito aqui. Depois fomos a uma exposição de figurinos de grandes estilistas para peças, óperas filmes e etc. Lindíssima! Muita sorte ter achado essa expo aqui. Após a expo, saímos andando pelas ruas e nos perdemos numa super promoção de sutiens numa loja enooorme só de underwear. Um experiência quase antropológica! Mil italianas correndo e se debatendo pelos sutiens que estavam custando a bagatela de 5euros. Claro que eu e Elisa não resistimos e fizemos algumas comprinhas. 

Fim de tarde fomos para o aperitivo, que é sair para beber antes do jantar. E a noite fomos jantar na casa de um casal de amigos da Elisa. Risoto com zuchinni mega picante, eles comem tudo com muita pimenta calabresa. Saí de lá soltando fogo pelas ventas!!! Depois jantar decidimos jogar um jogo: Trivia Quiz em Itáliano! É tipo um master, jogo de perguntas e respostas. Nos dividimos em grupos e o meu grupo era das brasileiras: eu, Elisa e Juju. Aí testei minha grande sabedoria da língua italiana. Não sei como, nem porque, nem quando e nem onde, mas eu aprendi italiano! Pasmem!!! Eu entendia todas as perguntas! e tudo que eles falavam! Só uma palavra ou outra que eu perdia. A Elisa ficou revoltada perguntando como eu já conseguia entender tudo, que ela tinha demorado meses para aprender. Eu respondi: nem eu sei Elisa! Deve ter entrado por osmose ou sei lá! O fato é que se eu ficasse mais umas semaninhas já estaria parlando italiano! 

Domingo fui na Galleria Borghese, um museu na casa da família Borghese que eu não sei quem foram porque não tinha nada explicativo sobre a família no museu, ou eu não vi. O museu é muuuito bonito! A casa é incrível. Um jardim lindo. Muitas obras bacanas, como as esculturas de Bernini, alguns quadros do Caravaggio.

De noite minhas amadas italianas me levaram para jantar num restaurante de frutos do mar do lado de casa.
No dia seguinte peguei o trem para o aeroporto. Minha querida anfritriã me levou até o trem onde nos despedimos num caloroso e já saudoso abraço. 
Cheguei no aeroporto e fui fazer o check in na British Airways. Cheguei às 17:45, 1h antes do meu voo, e o check in já estava fechando! Os caras nem colocaram minha mala na esteira, já saíram levando ela de carrinho pro avião. Tive que sair correndo porque o gate fechava às 18:10. Peguei uma puta fila na migração, um trem pra chegar no gate (esses europeus adoram trem dentro dos aeroportos rs) e quando finalmente cheguei no gate eles estava chamando meu nome e de um outro cara: Gregório e Fulano, last call! Eu e o tal fulando saímos correndo que nem dois loucos. Ufa! entrei no avião!!! Pra que? Pra ficar uma meia hora esperando dentro do avião!!! Esses ingleses são pisicos com horário!!! 
O início do vôo foi uma merda! Uma puta turbulência, avião caindo no vácuo. Eu quase histérica! Tive que tomar rivotril, não teve jeito. Juro que tentei ficar sem, mas do jeito que aquela jeringonça chacoalhava não deu pra não tomar. Passada a turbulencia fui assistindo um filme numa tv própria na frente da minha poltrona. Um luxo essa british!!!

Cheguei em Londres mas... minhas malas gostaram muito de Roma e decidiram ficar lá mais um diazinho. Eu fiz a reclamação e eles na mesma hora localizaram ela. Fui para casa do Dimitri de mãos abanando. rs Pelo menos passei menos perrengue no metro. Cheguei no Dimitri, estavam todos em casa me esperando, inclusive Manu que veio me encontrar aqui. 

Ontem eu e Manu fomos na Tate Modern, passando um friiiiio na rua! Depois fomos em Covent Garden fazer compras já que meu seguro saúde dava seguro de mala perdida atrasada e extaviada, então tinha 145 euros pra shopping! Fiz a festa na H&M!!! rs

Voltamos pra casa do Dimitri e dormimos mais uma noite lá. Hoje trocamos de casa e viemos pra casa do meu amigo de escola Gilles, que num bairro muito gostoso com aquelas casinhas típicas inglesas. Hoje de manhã estava 4graus! Mas um sol e um céu lindos!!! O fog inglês deu uma trega para eu Manu passearmos em paz. rs

Estou adorando Londres!!! E minha companheira de viagem!