Realmente medo é uma coisa totalmente irracional que te leva aos pensamentos mais mórbidos e te paralisa. Quinta-feira meu medo quase me paralisou. De repente me peguei aos prantos porque teria que entrar num avião mais tarde naquele dia, e durante toda a viagem terei de entrar em 7aviões. Liguei para pai, mãe, que me acalmaram um pouco. E por muitos momentos durante essas horas de pânico eu quase desistir de viajar. Mas pensava também, que se desistisse nunca mais me perdoaria, e que se desistisse dessa vez quando mais eu teria coragem de entrar novamente num avião? Meu pai falou: minha filha, a cabeça vai caraminholando mesmo, pensa em outras coisas senão o medo domina o pensamento. Minha mãe falou: não se entregue para o medo! E foi lá no aeroporto me deixar. Eu grogue de remédio já, mas foi tão importante ela ter ido... Acho que sozinha num taxi eu teria desistido e voltado. Mas ela não me deixou desistir! Não deixou eu me entregar ao medo! (obrigada mãe! E obrigada pai também que falou palavras reconfortantes ao telefone).
Entrei no avião grogue grogue que não vi o avião subir. Acordei já lá em cima com um simpático companheiro de viagem que puxou papo e conversamos até depois do jantar, quando eu apaguei e só acordei com a aeromoça me cutucando para me servir o café da manhã, péssimo diga-se de passagem! E o mais engraçado é que percebi que o rapaz sentado ao meu lado, que se assumiu claustrofóbico, estava mais nervoso do que eu. Santo frontal!
Cheguei sã e salva em Madrid! Linda Madrid... Fui direto a casa de Josy e passei o dia com ela. Não fiz nada turístico, afinal de contas já conhecia Madrid. Mas Josy fez o dia mais agradável possível e me levou para almoçar a beira de um rio. Frio na sombra calorão no sol, o céu estava azul e o dia belíssimo! Matei um pouco a saudade da minha irmã do coração, e da bela Madrid. Bebi tinto de verano e comi paella.
Voltei para o aeroporto sem remédio, mas com um pouco de vinho atuando na mente (outro santo remédio). Deu medinho no avião mas o vôo foi tão curtinho que nem deu tempo do pânico tomar conta, ou eu que já tinha dominado o medo.
Opá, Lisboa!!!
Peguei um taxi do aeroporto e... levei um volta do taxista. Camila já tinha me avisado, mas eu quando entrei no taxi não vi o taxímetro, e era um senhor muito educado que colocou no gps a rua que eu ia e eu vi que ele estava seguindo o caminho do Gps direitinho, então não me preocupei. Mas daí quando ele me cobrou, ulalá! 23euros! E a Camila tinha me dito que era no máximo 15euros. Mas eu fiquei meio assim de já sair discutindo uma coisa que eu nem tinha certeza, deixei quieto e paguei os 23euros. Paciência... lição aprendida! Taxistas na terrinha são uns bons de uns biscos!
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