terça-feira, 4 de junho de 2013

E foi amor a primeira vista...

Cheguei em Berlin na sexta feira a noite, bem tarde, umas 23h. Era tarde, eu não queria passar perrengue, já sabia que taxi era relativamente barato então entrei num taxi e... ops! Eu não falo alemão! Mas o rapaz falava um pouco de inglês e eu mostrei o nome da rua anotado, afinal a pronunciar Schwedter Straße não ia rolar. O trajeto foi rápido, e custou barato, 20E. O prédio era uma graça. Nos primeiros dois dias ficaria hospedada no apartamento que uma amiga do Brasil, Isabela, alugou. Parei na porta do prédio de mala e cuia e vi que aqui o interfone não tem o número do apartamento, só nome dos moradores. E agora? Liguei para o brasil e pedi "pai, entra no meu facebook pelo amor de deus e vê o que a Isabela escreveu sobre o interfone" Ele foi fofo e me ajudou, mas nas mensagens de facebook nada havia sobre isso. E estava frio e chuviscando. Ela tinha dito que o prédio era em frente a um mercado e tinha um restaurante também em frente onde ela estaria jantando e me veria quando chegasse. Não tinha nenhum dos dois. "Acho que estou no prédio errado!" Mas era exatamente o número que ela tinha me dado. Por um milagre da tecnologia eu consegui achar um wifi meio público sei lá, que me permitia entrar por 30min de graça. Salvação da pátria! Consegui me comunicar com a Isabela pelo whats app e pegar o número do prédio, que não era 245 e sim 254. Ufa!
O apartamento era lindo! Enorme. Quarto sala cozinha banheiro, mas tudo gigante e reformado lindo. Para não passar a noite em branco fomos num bar na esquina de casa badaladinho e cheio de gente interessante e bonita. Os alemãos são lindos e estilosos. Todos! É de se impressionar até.
Sábado tentamos acordar cedo, mas foi difícil. E estava um tempinho nublado feinho demais. Saímos para tomar café já depois de 13h, e depois fomos nos encaminhando para perto do bar que iríamos tomar uma cerveja no final da tarde, Club der Visionaere. Passeamos pela margem do canal, por um parque, por ruas lindas. Chegamos no bar, um deck dentro do canal, um ambiente gostoso de fim de tarde. Bateu uma fominha atravessamos o canal e almoçamos num restaurante também dentro do canal, comida vegetariana deliciosa. Voltamos pro bar, afinal a noite estava só começando e o bar enchendo cada vez mais. Conhecemos um grupo enorme de franceses que também estavam aqui a passeio, e depois de algumas horas fomos todos para uma boate lá perto, imensa enfumaçada escura e divertidíssima, bem no estilo underground alemão.
Domingo era dia de mudança. Isabela ia embora domingo de manhã, mas seu vôo deu overbook e ela só foi segunda. Então nós duas nos mudamos para a casa da Dulce, prima de são paulo que mora aqui em Berlin há 12anos e na europa há 28. Dessa vez chegamos no lugar certo, mas a Dulce não ouvia o interfone. Frio e chuva. Um pub na esquina foi o salvador da pátria dessa vez, tomamos um café quentinho e pedimos para usar o telefone. Conseguimos contato com a Dulce e ela veio abrir a porta. Ufa de novo!
Ela estava tendo uma festinha em casa, café da manhã com o pessoal que mora no prédio. Esse prédio em que ela mora foram eles que construíram. Esse grupo de pessoas se juntou, fez o projeto e construiu o prédio, que é maravilhoso! Parece que isso é super comum agora, e fica muito mais barato que comprar um pronto. O prédio então tem toda uma preocupação ecológica, e os apartamentos são grandes e amplos, com uma varanda deliciosa. Aqui a maioria dos prédios tem varanda, o que dá um charme maior a cidade, principalmente agora na primavera em que todos tem flores na varanda.
Depois do café da manhã a Dulce nos levou para passear em Kreuzberg. Depois eu e Isabela ficamos andando por lá, sentamos num bar, bebemos weise bier, andamos mais um pouco, entramos numa galeria que estava tendo um happening com performances e você pagava o quanto queria por drinks, voltamos a andar e acabamos no mesmo bar do dia anterior que era agradável.
Isabela foi embora na madrugada de domingo para segunda, e eu fiquei saudosa. Mas... Berlin está aqui e eu vou desbravar essa cidade.
Saí de casa segunda depois do almoço. Como anoitece super tarde não vejo tanta necessidade em sair de casa super cedo. E como aqui todos os museus e afins são pagos e não são baratos, almoçar em casa economiza. Peguei o metro em direção a Berlinische Galerie. Saltei do trem e fui na direção meio errada, mas berlin é muito bem sinalizado, e eu, uma moça tecnológica, havia baixado um aplicativo para celular que é um mapa de berlin offline que me acha pelo meu gps. Demais! Estava tranquila em me perder um pouco, mas me achei e fui na Galerie que incrível. Depois CheckPoint Charlie, aonde era abertura do muro e quem quisesse atravessar tinha que parar ali e pedir permissão. Estranho demais ser um ponto turístico, mas é. E continuei minha caminhada. Portão de Brandeburgo, Estátua o Anjo da Vitória, e um pouco do Tiergarten. Minha pernoca começou a doer e caminhei para o metro mais próximo, me achei nessas mil linhas de metro, e consegui chegar em casa rápido e sem me perder. Já estou me sentindo em casa em Berlin! E completamente apaixonada por essa cidade. E na última vez que isso aconteceu nessa escala eu fiquei 6meses... Quem sabe?

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