segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sintra, castelos e o último dia

Em Lisboa venta tanto que você acha que vai voar.  O vento é constante e não há como falar de Lisboa sem falar em vento. E da Torre de Belém!
Fui a Belém já no final da tarde e tive que correr um pouco para conseguir ver no mínimo a Torre e o Mosteiro dos Jeronimos. Mas antes de começar o passeio, um pastelzinho de belém por favor! rs
Comecei pelo mosteiro, que é realmente muito bonito mas não me pegou, sabe? Mas a Torre... é linda demais. Senão tivesse chegado tão tarde, e não estivesse chuviscando, teria ficado lá horas olhando cada detalhe e a vista para o rio Tejo. A chuva foi aumentando e como já eram mais de 18h tudo já estava fechando, não consegui ver mais nada peguei um ônibus e fui tomar vinho perto de casa.
No dia seguinte acordei cedo, peguei um comboio e fui para Sintra. Cheguei em Sintra, meio perdida, não sabia muito o que ia encontrar por lá, pedi informação (eu e milhões de turistas) e decidi ir conhecer primeiro o Castelo dos Mouros que eu tinha certeza que seria o que eu mais iria gostar. E batata! Aqueles muros e torres, aquela vista, aquele verde, me tiraram o fôlego! e novamente voltei a ser criança brincando de princesa no castelo imaginário, e me sentindo dentro de Game of Thrones. Teria ficado umas mil horas lá também se... não estivesse, claro, ventando muiiiito! Sintra é na serra, quase uma Petrópolis, então imaginem o frio que faz lá. Depois de quase ser jogada para fora dos muros do Castelo dos Mouros pelo vento, achei que o mais sensato era continuar meu passeio e fui andando em direção do Palácio da Pena. 50 milhões de turistas! Mas o Palácio e os jardins são bonitos demais! Só as fotos que ficam cheias de gente desconhecida, mas tudo bem. Os detalhes de decoração do palácio me encantaram, e eu adoro ver como viviam as pessoas em tempos passados, e nesse palácio pelo visto viviam muito bem. Paredes decoradas com tecidos ou belíssimos azulejos, quartos, salas, casas de banho, tudo belíssimo e interessante. Pensei em de lá seguir para o Chalet da Condessa, que me falaram muito bem, mas quando perguntei para o guarda do palácio como fazia para chegar lá ele me disse: não tem ônibus, tens que andar e é uns 40 minutos de caminhada. Ok, a noção dos portugueses de distância é muito diferente da nossa, e quando você fala que vai fazer alguma coisa andando eles dizem que não dá que é muito longe, mas você vai mesmo assim porque o muito longe é andar 10minutos. Mas... 40minutos achei que mesmo na noção deturpada dos portugueses era minuto para caramba, e naquele vento frio não ia rolar. Peguei o ônibus de volta para o centro de Sintra e almocei por lá num café delicioso, e baratíssimo, um menu do dia com sopa suco de frutas e um prato vegetariano ovos mexidos com aspargos e salada, tudo isso pela bagatela de 5euros! Voltei dormindo no comboio que nem criança depois de um longo passeio e um almoço delicioso.
Aquela seria minha última noite em Lisboa, então a noite é uma criança! Fui jantar numa hamburgueria perto da praça do Chiado com Camila Joanna e Rômulo. Hamburguer e vinho, afinal estamos em Portugal e eu quero mais é beber vinho! Conversamos e rimos muito! O último jantar não poderia ser melhor. Mas... não queria parar a noite ali e eu e Camila fomos a um bar beber mais um vinhozinho e jogar conversa fora.
Chegou o último dia em Lisboa! Passou rápido demais... mas eu ainda tinha algumas horinhas então fui no Jardim das Amoreiras e no Museu Mãe d'Água das Amoreiras, o local de abastecimento de água histórico da cidade que virou um museu e é lindo. E lá do alto dele tem um miradouro lindo!
Almocei num restaurante austríaco no Chiado e saí correndo para o aeroporto pois já estava atrasada. Peguei um taxi, que não me enrolou dessa vez, e paguei a metade do que havia pagado no taxi da vinda hahahahhaha. Tomei meio frontal, entrei no avião, 1:30 de vôo, cheguei em Palma de Mallorca, esperei 1h entrei num novo avião, dormi que foi uma beleza, e finalmente cheguei em Berlin. Mas Berlin é assunto para um outro post.

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