Israel é um país super seco,e no dia do museu do Holocausto esqueci de tomar água, e acho que gastei toda a água do meu corpo chorando, então no fim do dia eu estava quase que totalmente desidratada. A noite teve um mega evento do Taglit com grupos de vários países e shows e discurso presencial do primeiro ministro de Israel no qual todos chamam carinhosamente de Bibi. Logo para todos os isreaelenses que eu falava meu nome eles perguntavam: Bibi como o primeiro ministro? Pois é... eu sou xará de apelido do primeiro ministro de Israel. Mas eu, totalmente desidratada, fiquei sentada o evento inteiro me sentindo super quente e me entupindo de água. Lição aprendida!
Algumas coisas sobre os dias anteriores que esqueci de contar. A tenda beduína no meio do deserto era bem próxima a uma base da aeronáutica. Durante toda a noite ouvimos caças sobrevoando nossas cabeças, e de vez em quando eles soltavam umas bolas meio de fogo que parece que servem para despistar misseis, essa parte era treinamento, claro, mas o resto é real pois eles ficam sempre de olho em tudo o que se passa. Foi um dos primeiros momentos que sentimos o conflito de forma real.
No dia seguinte seguimos para o norte. Fomos num lugar lindo Rosh Hanikrá, na fronteira com o Líbano, umas grutas lindas com um mar num tom de azul maravilhoso. Vimos a base exatamente na fronteira, e tinha uma placa dizendo que era área militar e não podia tirar fotos, mas saiu um soldade de lá de dentro todo sorridente e começou a posar para as fotos, muito engraçado.
Continuamos o dia em Tzfat, a cidade da Kabala. Nos levaram num spa feito para o Micvê, um ritual de purificação que se resume num banho em águas naturais. Falando em linhas gerais é um ritual feito 1 semana depois que a mulher parou de menstruar, ela se limpa profundamente e depois entra nessa piscina de água natural e tem que afundar completamente pelo menos uma vez, e é um momento íntimo no qual elas rezam, refletem sobre a vida e principalmente sobre o relacionamento com o marido. Lá conversamos muito com as mulheres sobre a relação do judaísmo com o casamento, sexo, relacionamento. Foi super interessante! Eles tem uma visão bem bonita do que é o amor e o casamento. Depois dessa aula fomos andar pela cidade e aprendemos que na cidade da Kabala o povo é super ortodoxo e retrógrado ao ponto de olhar feio pra gente, xingar se alguma mulher estiver com alguma parte do corpo aparecendo, e até ser contra o estado de Israel pois esse não segue as leis ortodóxas, extremistas até dizer chega! E isso que eu achei que lá só teria judeu maluco beleza da Kabala, que é super interessante diga-se de passagem, e claro que seus seguidores não são como os extremistas que vivem na cidade.
A noite fomos para um Kibutz aonde iríamos dormir. Jantamos no grande refeitório e nos acomodamos nos quartos em casinhas fofas. Depois tivemos uma atividade com uma palestrante animadíssima que falou em 1h a história musical de Israel, e nos ensinou danças típicas e modernas de lá. Foi uma animação só! Rolamos de rir e dançamos de nos acabar! Tinham mais dois grupos do taglit nessa noite lá, um de São Paulo e um de São Francisco, e eles tinham instrumentos e ficamos a noite tocando e cantando e bebendo vinho e socializando e rindo. Foi uma das noites mais gostosas e divertidas!
No dia seguinte acordamos super atrasados e enressacados, parecíamos zumbis no refeitório do café da manhã. Os outros dois grupos do Taglit eram da idade normal do programa (de 18 a 26 anos) e a gente ficou brincando na noite anterior que iríamos ensinar a eles como se faz uma festa. Dito e feito festejamos mais do que eles. Mas no dia seguinte... a garotada arrasou com os véios! Eles lá flanando pelo café da manhã todos sorridentes e nós atrasados descabelados de óculos escuros, enjoados e quase morrendo! rs
Subimos as colinas do Golan. A subida é super tensa pois a estrada é estreita e com curvas muito acentuadas e super íngreme. Golan são colinas que ficam bem na fronteira entre Israel e a Síria, era território Sírio até a guerra dos 6 dias em 1967, quando Israel conquistou o local. Durante a subida pode-se ver ainda tanques de guerra, bunkers, carros e caminhões explodidos e abandonados, e cercas com placas: cuidado!campo minado! Um cenário que eu jamais achei que fosse ver na vida, tão real e tão próximo. Me deu um aperto no peito e uma vontade de chorar. No alto da colina visitamos um antigo bunker, e lá de cima víamos a fronteira com a Síria. De repente escutamos o som de uma bomba! Todos levaram um puta susto e estremeceram na base. A Síria está em guerra civil, e nosso guia explicou que de vez em quando os rebeldes ou os soldados soltam bombas, e ouvimos mais uma segunda bomba antes de descer. Depois disso ficamos em silêncio por alguns minutos. A realidade dos conflitos no Oriente Médio ia a cada dia ficando mais real.
Saindo do bunker fomos para um parque ainda nas colinas do Golan, e lá fizemos um momento de despedida dos soldados que estavam viajando com a gente. Discursos, brincadeiras, jogos e muitas gargalhadas. O lugar era lindo, um campo cheio de pedras, parecia que estava andando as margens de um rio que você tem que ficar pulando de pedra em pedra, só que era na terra firme.
A noite fomos para Jerusalém e era nossa noite livre para uma baladinha na cidade! Fomos num bar super underground e na mesa do lado um judeu super tradicional bebendo uma cerveja, coisas que só acontecem na terra santa!
Sexta-feira acordamos e fomos para o quarteirão judaico na cidade velha e, é claro, para o Muro das Lamentações! Para se entrar na área do muro tem que se passar por um forte esquema de segurança, quase que como no aeroporto, bolsas e pessoas no raio x. Escrevi meu bilhetinho, bem como haviam me dito para fazer, com meus desejos e agradecimentos e fui lá depositar num buraquinho do muro. Encostei a cabeça as mãos no muro e mentalizei bem forte desejos e coisas positivas. Foi um momento super forte! Nunca achei que fosse sentir essa energia toda nesse local. Chorei. Eu e todo mundo que estava lá comigo e todo mundo que estava lá.
Voltamos para hotel no final da tarde para o jantar de Shabat. Mulheres acendendo velas e fazendo reza. Depois todos se cumprimentam com um caloroso abraço e Shalom shabat! Como não podia deixar de ser, compramos vinhos e ficamos lá curtindo a vida a doidado bem como manda a tradição. rs
No dia seguinte era Shabat então os motoristas não trabalham (quase ninguém trabalha, diga-se de passagem, principalmente em Jerusalém. Geralmente no shabat quem trabalha nos hotéis e lugares que não fecham são os árabes ou outros não judeus), sendo assim saímos a pé pela cidade! Visitamos o parlamento, um parque lindo, um museu, e terminamos o dia novamente no muro. Antes de descermos para o muro, paramos no alto de uma escada com vista para o Muro e para a Mesquita, que fica atrás do muro e tem a cúpula mais linda do mundo toda de ouro, e a lua estava bem atrás da mesquita gigante e linda. Nosso guia explicando alguma coisa que não estava conseguindo prestar atenção pois o cenário era belíssimo, pensando como não poderia ficar mais bonito, e ficou! De repente a mesquita começa seu canto reza nos alto falantes. São 4 torres com alto falantes e quando é hora da reza eles rezam no alto falante e fica parecendo música, e cada hora o som vem de uma torre, e as vezes elas se misturam aumentando a musicalidade. É lindo demais! E a noite não poderia ficar mais mágica!
Descemos para o Muro e fizemos o ritual de fim de shabat lá. Foi bonito. Essa era a última noite do grupo em Israel. Fomos para o hotel e ficamos lá unidos conversando bebendo vinho, emotivos. O grande grupo naturalmente durante a viagem se separou em 2. A minha parte do grupo ficou unida do início ao fim. Dessa minha parte do grupo 8 tive uma conexão fortíssima, um amor mesmo, sabe? Daquele tipo de amizade difícil de encontrar.
No dia seguinte, último dia, todos acordaram meio calados. Tivemos uma palestra muito interessante no hotel sobre o conflito Israel x Palestina que nos deu uma noção maior e melhor da questão.
Seguimos então para Tel Aviv. Praça Rabin, Memorial de Yiszhak Rabin, onde o primeiro ministro foi assassinado. Depois fomos na sala onde foi proclamada a independência de Israel pelo então primeiro ministro Ben Gurion. E finalizamos o dia com um jantar e uma conversa analise do programa, onde todos ficaram muito emotivos, alguns choraram, outros apenas sentiram
Foi uma viagem mágica. Há alguns anos que queria ir ao Taglit mas já tinha passado da idade, até que ano passado soube desse grupo especial de 27 a 30 e me inscrevi correndo. Já tinha perdido as esperanças de ir e fiquei muito feliz quando rolou essa nova oportunidade. Mas em momento algum achei que essa viagem fosse ser de fato muito incrível. Viagem em grupo grande, tipo excursão, 40 pessoas, achava que não teria ninguém como eu, achava que eu seria a menos judia de todos e tava até envergonhadinha de não saber muito da cultura e das tradições. Mas... a viagem superou todas as minhas expectativas! Conheci pessoas maravilhosas, lugares lindos e incríveis e fortes, passei por muitas experiências e uma montanha russa de sensações e sentimentos e reflexões e realidade. Vi um país que vive num conflito sério e infindável, onde jovens muito jovens já vão para o exército e andam extremamente armados, onde soldados e armas nas ruas é completamente normal. Aprendi uma cultura nova, a cultura em que meu avô foi criado mas que nunca passou para os netos. Aprendi sobre religião, povo, política. Pensei mil vezes sobre o meu avô e como eu queria contar tudo aquilo que estava vivendo para ele, afinal por causa dele que eu estava lá. Me senti sim mais conectada com minhas raízes judaicas, e principalmente com meu avô. Vivi muita coisa interessante, muita coisa forte. E descobri coisas incríveis que levarei para a vida. Viagens são sempre sensacionais, amo viajar, mas essa terá sempre um lugar especial no meu coração.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
Israel parte 1
A viagem começou no dia 6 de janeiro. Sai do RJ num onibus noturno para Sp. Uma mala e uma mochila e uma ansiedade que nao acabava. Nervosa pensando no aviao, na programaçao, nas pessoas que ia conhecer.
2 dias no verao escaldante de Sp! Uma mala cheia de casacos. Combinei de rachar o taxi para o aeroporto com duas meninas que viajariam comıgo, mas nao conhecıa nenhuma das duas.
Fomos no taxı ja tagalerando, todas sem conseguır esconder a ansıedade. E de cara combıneı com uma delas de sentarmos juntas no avıao. Prımeıra conexao!
Nos reunımos os 40 vıajantes no aeroporto maıs os 2 madrıchıns (uma especıe de monıtores que vıajarıam com a gente tomando conta do grupo e tendo certeza que tudo fıcasse as mıl maravılhas). Cada um recebeu um numero para facılıtar a contagem do grande grupo. 4h de espera no aeroporto, as 5h da manha o avıao decolou rumo a Istanbul, onde trocamos correndo de avıao e seguımos vıagem para Israel.
Chegamos em Tel Avıv tarde pra chuchu, ate todos pegarem as malas e ırem pro onıbus, chegamos no hotel as 2h da matına e as 6h terıamos que estar acordados! De cara sentımos o rıtımo frenetıco da vıagem.
Prımeıro dıa fızemos uma apresentacao de todos no grupo e depoıs uma atıvıdade bem engracada no estılo colonıa de ferıas. O nosso guıa era um Israelense sorrıdente e uma encıclopedıa humana. Brıncamos corremos dancamos em frente a praıa de Tel Avıv, e como ja era sexta feıra corremos para o hotel fazer o rıtual do ınıcıo do shabat. Duron, nosso guıa, nos explıcou dıreıtınho como funcıonava o shabat, e seguımos os passos dele e dos madrıchıns e depoıs fomos jantar no hotel. Pos jantar todos exaustos mas com pıque o sufıcıente para um vınhozınho e festınha no quarto.
Sabado e o dıa shabat entao fıcamos o dıa ınteıro fazendo atıvıdades de grupo no hotel. Prımeıro pensamento foı: aı que mıco. Cınco mınutos depoıs ja estava todo mundo rolando de rır e fazendo as brıncadeıras propostas pelos madrıchıns felızes da vıda. O grupo aı comecou a se unır.
A noıte fomos badalar em Tel Avıv, bebemos em pubs e dancamos num club dıvertıdıssımo! Uma parte do grupo ıa se unındo cada vez maıs. No dıa seguınte todos sentados no fundo do onıbus! rs
Domıgo chegaram os 4 soldados que ıam vıajar com a gente por 5 dıas. Eles acabaram o servıço mılıtar agora e se juntaram a nos para que tıvessemos esse contato. Apos as devıdas apresentaçoes seguımos para o deserto no sul do paıs! No onıbus fuı sentındo uma pressao no ouvıdo e comeceı a me sentır meıo mal. O deserto eh abaıxo do nıvel do mar, entao a pressao vem com tudo nas nossas cabecınhas. Depoıs de algumas horas de estrada no total deserto chegamos a uma fazenda, ısto mesmo! Uma fazenda no meıo do deserto que crıa cabras e faz um queıjo e um ıogurte delıcıoso. Essas fazendas teorıcamente sao proıbıdas poıs a terra eh do governo, mas eles ja estao entrando em acordos para que os fazendeıros possam fıcar la sem problemas. Voltamos pro onıbus, almocamos numa lanchonete no meıo do deserto (me sentı totalmente em Breakıng Bad) e entao fomos para uma das coısas maıs legaıs da vıagem: andar de camelo!!!! Uma fıla de camelos amarrados uns nos outros com um moco beduıno conduzındo a fıla. Os camelos estavam todos sentadınhos bonıtınhos, daı cada dupla sentava em cıma do camelo e o camelo levantava. Uma sensacao bem esquısıta poıs o camelo eh super alto! Andamos pelo deserto vendo um vısual deslumbrante por uns 20mınutos. Quem sentava na parte de tras do camelo fıcava com a fuca do outro camelo bem coladınha, e eu estava na parte de tras. Ja tınham avısado que os camelos podıam morder, e eu fıqueı com muıta aflıcao, mas o camelo atras de mım era gente fına e nada me fez, ja o camelo atras desse nao teve duvıda e abocanhou o bracınho de uma das menınas do grupo. Ela deu um puta grıto e comecou a pagar um esporro no beduıno em hebraıco, mas fıcou tudo bem com ela, so com um roxınho no braco e uma hıstorıa dıvertıda pra contar.
Descemos do camelo e seguımos para um acampamento beduıno durmır numa tenda com os 40 brazucas, os 2 madrıchıns, os 4 soldados e o nosso seguranca (esquecı de mencıonar que tınhamos um seguranca partıcular vıajando com a gente, novınho, ex soldado, gente boa que agora namora uma menına do grupo rs). 47 pessoas numa tenda beduına no meıo do deserto num frıo desgracado. Mas era tudo bonıtınho, tenda aquecıda, varıas outras tendas ıguaıs do lado com outros grupos de outras partes do mundo, cada tenda com sua fogueıra fora, banheıro com banho quentınho, um jantar tıpıco beduıno delıcıoso, quase hotel de luxo! Senao fosse os colchonetes fınos e o saco de dormır. O cafe da manha parecıa maıs um fılme do hıgh school musıcal: beduın camp! Um monte de amerıcanos de 18 anos todos anımados e falastroes. Cafe da manha reforcado poıs ıamos subır a Massada, uma montanha no meıo do deserto. Agua muıta agua! Nao podemos desıdratar! Subımos a montanha onde no topo tınham as ruınas de um antıgo palacıo romano, que foı tomado pelos judeus que se revoltaram contra o ımperıo romano ate um exercıto romano cercar a montanha e os judeus decıdırem entao que o melhor era morrer com honra, mataram assım suas mulheres e fılhos e depoıs se mataram. Poıs e... fıqueı tao chocada quanto voces com essa hıstorıa! Mas o lugar e lındıssımo e tem uma vısta estupenda. Para subır nem foı tao dıfıcıl mas pra descer... sao tıpo 800degraus! Aı mınhas panturrılhas que acho que doem ate hoje.
Descemos maıs um pouco no nıvel no mar e chegamos no mar morto. Que experıencıa maıs louca nessa vıda!!! Colocamos todos nossos bıquınınhos e sungas e bermudas e nos jogamos no mar! Mas cuıdado que nao pode molhar a cabeca porque se entra agua no seu olho ferrou. A agua eh tao salgada que voce descobre machucadınhos que nem sabıa que exıstıam, arde tudo! E... voce boıa! Se nao da pe nao se preocupe, pra afundar e se afogar voce vaı ter que se esforcar muuuuıto. Parece que sua bunda vırou ınflavel. E uma das sensacoes maıs doıdas desse mundo! Bom demaıs! Saındo do mar voce tem que correr pra um chuveıro poıs alem de salgada a agua eh extremamente oleosa. Voce fıca horas embaıxo do chuveıro e contınua toda oleosa. Os cremes de la que sao maravılhosos, prıncıpalmente pra secura que eh aquela terra. Todo mundo com a boca e o narız super rachados.
De noıte fomos para o hotel e tıvemos uma atıvıdade com os MAdrıchıns, uma conversa sobre o holocausto. Uma preparacao para a vısıta no dıa seguınte ao museu Yad Vashem, Museu do Holocausto.
E foı aı que tıvemos um dos momentos maıs fortes da vıagem. Comecamos a vısıta ao museu com vıdeo depoımento de um sobrevıvente dos campos de concentracao. Todos, sem excessao, choraram de se acabar, mas foı bonıto poıs os amıgos seguraram as maos uns dos outros e assım nos sentımos cada vez maıs como uma comunıdade. O resto do museu foı pesado, alguns choraram, outros fıcaram com os olhos cheıos de agua, e todos muıto pensatıvos. Foı bonıto. Pesado. Nos fez refletır muıto. Nos fez sentır.
Amanha volto a escrever... agora um pouco de sılencıo.
Obs: estou em Istanbul escrevendo num teclado turco entao nao tem acentos, nao eh portugues errado nao! rs
2 dias no verao escaldante de Sp! Uma mala cheia de casacos. Combinei de rachar o taxi para o aeroporto com duas meninas que viajariam comıgo, mas nao conhecıa nenhuma das duas.
Fomos no taxı ja tagalerando, todas sem conseguır esconder a ansıedade. E de cara combıneı com uma delas de sentarmos juntas no avıao. Prımeıra conexao!
Nos reunımos os 40 vıajantes no aeroporto maıs os 2 madrıchıns (uma especıe de monıtores que vıajarıam com a gente tomando conta do grupo e tendo certeza que tudo fıcasse as mıl maravılhas). Cada um recebeu um numero para facılıtar a contagem do grande grupo. 4h de espera no aeroporto, as 5h da manha o avıao decolou rumo a Istanbul, onde trocamos correndo de avıao e seguımos vıagem para Israel.
Chegamos em Tel Avıv tarde pra chuchu, ate todos pegarem as malas e ırem pro onıbus, chegamos no hotel as 2h da matına e as 6h terıamos que estar acordados! De cara sentımos o rıtımo frenetıco da vıagem.
Prımeıro dıa fızemos uma apresentacao de todos no grupo e depoıs uma atıvıdade bem engracada no estılo colonıa de ferıas. O nosso guıa era um Israelense sorrıdente e uma encıclopedıa humana. Brıncamos corremos dancamos em frente a praıa de Tel Avıv, e como ja era sexta feıra corremos para o hotel fazer o rıtual do ınıcıo do shabat. Duron, nosso guıa, nos explıcou dıreıtınho como funcıonava o shabat, e seguımos os passos dele e dos madrıchıns e depoıs fomos jantar no hotel. Pos jantar todos exaustos mas com pıque o sufıcıente para um vınhozınho e festınha no quarto.
Sabado e o dıa shabat entao fıcamos o dıa ınteıro fazendo atıvıdades de grupo no hotel. Prımeıro pensamento foı: aı que mıco. Cınco mınutos depoıs ja estava todo mundo rolando de rır e fazendo as brıncadeıras propostas pelos madrıchıns felızes da vıda. O grupo aı comecou a se unır.
A noıte fomos badalar em Tel Avıv, bebemos em pubs e dancamos num club dıvertıdıssımo! Uma parte do grupo ıa se unındo cada vez maıs. No dıa seguınte todos sentados no fundo do onıbus! rs
Domıgo chegaram os 4 soldados que ıam vıajar com a gente por 5 dıas. Eles acabaram o servıço mılıtar agora e se juntaram a nos para que tıvessemos esse contato. Apos as devıdas apresentaçoes seguımos para o deserto no sul do paıs! No onıbus fuı sentındo uma pressao no ouvıdo e comeceı a me sentır meıo mal. O deserto eh abaıxo do nıvel do mar, entao a pressao vem com tudo nas nossas cabecınhas. Depoıs de algumas horas de estrada no total deserto chegamos a uma fazenda, ısto mesmo! Uma fazenda no meıo do deserto que crıa cabras e faz um queıjo e um ıogurte delıcıoso. Essas fazendas teorıcamente sao proıbıdas poıs a terra eh do governo, mas eles ja estao entrando em acordos para que os fazendeıros possam fıcar la sem problemas. Voltamos pro onıbus, almocamos numa lanchonete no meıo do deserto (me sentı totalmente em Breakıng Bad) e entao fomos para uma das coısas maıs legaıs da vıagem: andar de camelo!!!! Uma fıla de camelos amarrados uns nos outros com um moco beduıno conduzındo a fıla. Os camelos estavam todos sentadınhos bonıtınhos, daı cada dupla sentava em cıma do camelo e o camelo levantava. Uma sensacao bem esquısıta poıs o camelo eh super alto! Andamos pelo deserto vendo um vısual deslumbrante por uns 20mınutos. Quem sentava na parte de tras do camelo fıcava com a fuca do outro camelo bem coladınha, e eu estava na parte de tras. Ja tınham avısado que os camelos podıam morder, e eu fıqueı com muıta aflıcao, mas o camelo atras de mım era gente fına e nada me fez, ja o camelo atras desse nao teve duvıda e abocanhou o bracınho de uma das menınas do grupo. Ela deu um puta grıto e comecou a pagar um esporro no beduıno em hebraıco, mas fıcou tudo bem com ela, so com um roxınho no braco e uma hıstorıa dıvertıda pra contar.
Descemos do camelo e seguımos para um acampamento beduıno durmır numa tenda com os 40 brazucas, os 2 madrıchıns, os 4 soldados e o nosso seguranca (esquecı de mencıonar que tınhamos um seguranca partıcular vıajando com a gente, novınho, ex soldado, gente boa que agora namora uma menına do grupo rs). 47 pessoas numa tenda beduına no meıo do deserto num frıo desgracado. Mas era tudo bonıtınho, tenda aquecıda, varıas outras tendas ıguaıs do lado com outros grupos de outras partes do mundo, cada tenda com sua fogueıra fora, banheıro com banho quentınho, um jantar tıpıco beduıno delıcıoso, quase hotel de luxo! Senao fosse os colchonetes fınos e o saco de dormır. O cafe da manha parecıa maıs um fılme do hıgh school musıcal: beduın camp! Um monte de amerıcanos de 18 anos todos anımados e falastroes. Cafe da manha reforcado poıs ıamos subır a Massada, uma montanha no meıo do deserto. Agua muıta agua! Nao podemos desıdratar! Subımos a montanha onde no topo tınham as ruınas de um antıgo palacıo romano, que foı tomado pelos judeus que se revoltaram contra o ımperıo romano ate um exercıto romano cercar a montanha e os judeus decıdırem entao que o melhor era morrer com honra, mataram assım suas mulheres e fılhos e depoıs se mataram. Poıs e... fıqueı tao chocada quanto voces com essa hıstorıa! Mas o lugar e lındıssımo e tem uma vısta estupenda. Para subır nem foı tao dıfıcıl mas pra descer... sao tıpo 800degraus! Aı mınhas panturrılhas que acho que doem ate hoje.
Descemos maıs um pouco no nıvel no mar e chegamos no mar morto. Que experıencıa maıs louca nessa vıda!!! Colocamos todos nossos bıquınınhos e sungas e bermudas e nos jogamos no mar! Mas cuıdado que nao pode molhar a cabeca porque se entra agua no seu olho ferrou. A agua eh tao salgada que voce descobre machucadınhos que nem sabıa que exıstıam, arde tudo! E... voce boıa! Se nao da pe nao se preocupe, pra afundar e se afogar voce vaı ter que se esforcar muuuuıto. Parece que sua bunda vırou ınflavel. E uma das sensacoes maıs doıdas desse mundo! Bom demaıs! Saındo do mar voce tem que correr pra um chuveıro poıs alem de salgada a agua eh extremamente oleosa. Voce fıca horas embaıxo do chuveıro e contınua toda oleosa. Os cremes de la que sao maravılhosos, prıncıpalmente pra secura que eh aquela terra. Todo mundo com a boca e o narız super rachados.
De noıte fomos para o hotel e tıvemos uma atıvıdade com os MAdrıchıns, uma conversa sobre o holocausto. Uma preparacao para a vısıta no dıa seguınte ao museu Yad Vashem, Museu do Holocausto.
E foı aı que tıvemos um dos momentos maıs fortes da vıagem. Comecamos a vısıta ao museu com vıdeo depoımento de um sobrevıvente dos campos de concentracao. Todos, sem excessao, choraram de se acabar, mas foı bonıto poıs os amıgos seguraram as maos uns dos outros e assım nos sentımos cada vez maıs como uma comunıdade. O resto do museu foı pesado, alguns choraram, outros fıcaram com os olhos cheıos de agua, e todos muıto pensatıvos. Foı bonıto. Pesado. Nos fez refletır muıto. Nos fez sentır.
Amanha volto a escrever... agora um pouco de sılencıo.
Obs: estou em Istanbul escrevendo num teclado turco entao nao tem acentos, nao eh portugues errado nao! rs
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Bibi à Paris!
Essa é a segunda vez que venho a Paris. Na primeira vez foi legal, mas um incidente na casa onde eu estava hospedada (a casa foi roubada e levaram várias coisas minhas de valor e valor sentimental) me deixou bem triste. Decidi então voltar e ver Paris com outros olhos. Além disso dessa vez tenho muito mais amigos por aqui, e tendo amigos a diversão é garantida!
Com apenas um vôo de 6h e 30 minutos, cheguei em Paris completamente jet legeada e não consegui fazer nada no primeiro dia a não ser dormir. São 6h de diferença entre Paris e Nyc. Então dormi dormi e dormi até fim de tarde quando fui para casa do Gabriel, amigo brazuca que chegou a pouco tempo para uma temporada parisiense de 6 meses, e sua linda namorada francesa Justine. Noite de queijos e vinhos, e Gab insistiu em fazer uma belíssima caipirinha para não perder os hábitos brasileiros.
Passado um pouco o jetleg, quarta acordei tarde e fui ao Pompidou, vi o acervo contemporâneo deles, muito bom, a expo do Roy Lichtenstein, legal, e do Pierre Huyghe, coisas boas e coisas ruins e um cachorro passeando pela local que me deu um pouco de aflição. A noite fui para casa jantar com a Carol e a roomate dela Marília.
Já estava me esquecendo de contar o episódio no metro. Eu não queria comprar apenas 1 ticket de metro e achei que a máquina não aceitava nota grande de 20euros, então fui no gichê. Ops, eu não falo francês, tá tudo bem falo um pouquinho de nada dos dois anos que fiz de francês com professor particular há anos atrás. Puxa na memória, solto algumas palavras, construo uma frase, a moça me entende (!) é simpática (!) e me responde que na máquina posso sim comprar com 20euros o cartão de 10 viagens. E eu entendi tudo!
Da outra vez que eu vim a Paris acabei não indo no Museu D'Orsay, então acordei quinta, bem tarde diga-se de passagem, e fui correndo pra lá pois é o dia que ele fecha tarde. Fiquei horas lá dentro passeando, olhando quadros esculturas objetos fotos móveis Monet Degas Camille Pissarro etc e tal. A noite drink com outra amiga no bar que o namorado dela trabalha do lado de um teatro onde tem basicamente peças de comédia, então a uma certa hora da noite o Les Artiste se enche de comediantes. Mas como todo bar em Paris fecha à 1h da matina, seguimos para um que fica aberto até às 5h, raridade na cidade mas dá para encontrar. E claro, fechamos o bar e pegamos um taxi para casa, consegui direitinho falar o meu endereço pro taxista.
Sexta o dia estava feio, frio, chuvoso, fui encontrar minha queria amiga Cécile para almoçar tarde e passear um pouquinho, depois voltei para casa pois a noite tinha combinado com Marília, Gab, Justine e Laura de irmos numa festa com música africana aqui perto de casa. Primeiro um bar para começar os trabalhos bebendo sem gastar muito dinheiro. Dois franceses se aproximaram da gente na hora em que fomos fumar um cigarro na porta e não é que eu consegui novamente me comunicar sem muitos problemas em francês e ainda ouvir: mas por que você disse que não fala francês? Você fala francês très bien! Agradeci o elogio e dediquei ele ao meu antigo professor particular de francês, Augusto, vulgo Gustin, que me ensinou tão bem essa língua maravilhosa que eu até hoje consigo falar! Obrigada querido professor!!! E depois de algumas cervejas, shots, e todos animados para cairmos na dança entramos na tal festa. Ih, tem que pagar. Ih os shows já acabaram, mas a festa rola até às 6h então vamos lá. A festa africana, depois dos shows africanos, virou apenas uma festa de black music hip hop daqueles que a gente já conhece mas dança cantando e rebolando feliz da vida. Depois da festa foi difícil subir os três andares de escada aqui de casa.
Sábado novamente acordamos tarde, tínhamos ouvido falar de um festival de vinho em Montmartre, pensamos em ir e ver o pôr do sol lá, pois o dia até que estava bonito. Mas decidimos almoçar em casa antes, e claro não conseguimos ver por do sol nenhum, e fomos direto pro que se seguia na programação: jantar num restaurante tibetano e noitada rock n' roll! Comida tibetana boa, bonita e barata! Vinhos e mais vinhos, fomos pra balada e dançamos até quase o sol raiar, só que aqui o sol raia muito tarde, então chegamos em casa ainda escuro mas se fosse no Rio já estaria claro.
Tentamos novamente acordar e sair de casa relativamente cedo no domingo, mas foi impossível. Somos 3 na casa, 1 banheiro, e estávamos enressacadas, então é tudo mais em slow motion. Fomos numa feira com Gab e Justine de produtos aveyroneses, de onde a Justine vem. Comidinhas gostosas, cerveja, vinho e já pra casa porque está todo mundo exausto do fim de semana animadíssimo!
Segunda feira todo mundo de volta aos seus afazeres, e eu de férias fui passear solita novamente. Palais de Tokio ver uma exposição de um designer de sapatos Roger Vivier, bem legal a exposição. Saí de lá, dei 3 passos olhando pro celular a espera da mensagem de uma amiga sobre tomar um café, e quando olhei para cima lá estava ela, Torre Eiffel, e toda a sua beleza. Como senti da primeira vez que olhei para ela, fiquei meio hipnotizada, desci uma escadas e fui para pertinho dela. Tinha uma exposição de fotos no meio do caminho ao ar livre que desviou minha atenção então acabei não chegando tão perto assim da bela torre, mas perto o suficiente para quem já subiu nela uma vez e não faz a menor questão de subir de novo, só olhar ela aqui de baixo mesmo.
Dessa vez me sinto menos turista nessa cidade e tenho vontade de fazer mais coisas locais que turismo mesmo. Tenho priorizado ver os amigos e andar pela cidade assim meio sem rumo, ver um pouco mais da vida local.
Com apenas um vôo de 6h e 30 minutos, cheguei em Paris completamente jet legeada e não consegui fazer nada no primeiro dia a não ser dormir. São 6h de diferença entre Paris e Nyc. Então dormi dormi e dormi até fim de tarde quando fui para casa do Gabriel, amigo brazuca que chegou a pouco tempo para uma temporada parisiense de 6 meses, e sua linda namorada francesa Justine. Noite de queijos e vinhos, e Gab insistiu em fazer uma belíssima caipirinha para não perder os hábitos brasileiros.
Passado um pouco o jetleg, quarta acordei tarde e fui ao Pompidou, vi o acervo contemporâneo deles, muito bom, a expo do Roy Lichtenstein, legal, e do Pierre Huyghe, coisas boas e coisas ruins e um cachorro passeando pela local que me deu um pouco de aflição. A noite fui para casa jantar com a Carol e a roomate dela Marília.
Já estava me esquecendo de contar o episódio no metro. Eu não queria comprar apenas 1 ticket de metro e achei que a máquina não aceitava nota grande de 20euros, então fui no gichê. Ops, eu não falo francês, tá tudo bem falo um pouquinho de nada dos dois anos que fiz de francês com professor particular há anos atrás. Puxa na memória, solto algumas palavras, construo uma frase, a moça me entende (!) é simpática (!) e me responde que na máquina posso sim comprar com 20euros o cartão de 10 viagens. E eu entendi tudo!
Da outra vez que eu vim a Paris acabei não indo no Museu D'Orsay, então acordei quinta, bem tarde diga-se de passagem, e fui correndo pra lá pois é o dia que ele fecha tarde. Fiquei horas lá dentro passeando, olhando quadros esculturas objetos fotos móveis Monet Degas Camille Pissarro etc e tal. A noite drink com outra amiga no bar que o namorado dela trabalha do lado de um teatro onde tem basicamente peças de comédia, então a uma certa hora da noite o Les Artiste se enche de comediantes. Mas como todo bar em Paris fecha à 1h da matina, seguimos para um que fica aberto até às 5h, raridade na cidade mas dá para encontrar. E claro, fechamos o bar e pegamos um taxi para casa, consegui direitinho falar o meu endereço pro taxista.
Sexta o dia estava feio, frio, chuvoso, fui encontrar minha queria amiga Cécile para almoçar tarde e passear um pouquinho, depois voltei para casa pois a noite tinha combinado com Marília, Gab, Justine e Laura de irmos numa festa com música africana aqui perto de casa. Primeiro um bar para começar os trabalhos bebendo sem gastar muito dinheiro. Dois franceses se aproximaram da gente na hora em que fomos fumar um cigarro na porta e não é que eu consegui novamente me comunicar sem muitos problemas em francês e ainda ouvir: mas por que você disse que não fala francês? Você fala francês très bien! Agradeci o elogio e dediquei ele ao meu antigo professor particular de francês, Augusto, vulgo Gustin, que me ensinou tão bem essa língua maravilhosa que eu até hoje consigo falar! Obrigada querido professor!!! E depois de algumas cervejas, shots, e todos animados para cairmos na dança entramos na tal festa. Ih, tem que pagar. Ih os shows já acabaram, mas a festa rola até às 6h então vamos lá. A festa africana, depois dos shows africanos, virou apenas uma festa de black music hip hop daqueles que a gente já conhece mas dança cantando e rebolando feliz da vida. Depois da festa foi difícil subir os três andares de escada aqui de casa.
Sábado novamente acordamos tarde, tínhamos ouvido falar de um festival de vinho em Montmartre, pensamos em ir e ver o pôr do sol lá, pois o dia até que estava bonito. Mas decidimos almoçar em casa antes, e claro não conseguimos ver por do sol nenhum, e fomos direto pro que se seguia na programação: jantar num restaurante tibetano e noitada rock n' roll! Comida tibetana boa, bonita e barata! Vinhos e mais vinhos, fomos pra balada e dançamos até quase o sol raiar, só que aqui o sol raia muito tarde, então chegamos em casa ainda escuro mas se fosse no Rio já estaria claro.
Tentamos novamente acordar e sair de casa relativamente cedo no domingo, mas foi impossível. Somos 3 na casa, 1 banheiro, e estávamos enressacadas, então é tudo mais em slow motion. Fomos numa feira com Gab e Justine de produtos aveyroneses, de onde a Justine vem. Comidinhas gostosas, cerveja, vinho e já pra casa porque está todo mundo exausto do fim de semana animadíssimo!
Segunda feira todo mundo de volta aos seus afazeres, e eu de férias fui passear solita novamente. Palais de Tokio ver uma exposição de um designer de sapatos Roger Vivier, bem legal a exposição. Saí de lá, dei 3 passos olhando pro celular a espera da mensagem de uma amiga sobre tomar um café, e quando olhei para cima lá estava ela, Torre Eiffel, e toda a sua beleza. Como senti da primeira vez que olhei para ela, fiquei meio hipnotizada, desci uma escadas e fui para pertinho dela. Tinha uma exposição de fotos no meio do caminho ao ar livre que desviou minha atenção então acabei não chegando tão perto assim da bela torre, mas perto o suficiente para quem já subiu nela uma vez e não faz a menor questão de subir de novo, só olhar ela aqui de baixo mesmo.
Dessa vez me sinto menos turista nessa cidade e tenho vontade de fazer mais coisas locais que turismo mesmo. Tenho priorizado ver os amigos e andar pela cidade assim meio sem rumo, ver um pouco mais da vida local.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Nyc em família
Nyc está virando cada vez mais recorrente na minha vida. Em menos de 3 meses estou eu aqui de novo! Dessa vez numa viagem totalmente diferente das minhas últimas viagens: em família. Mãe, irmãozinho, tia e prima. Todos amontuados num apartamento em Nolita. Dormindo e acordando juntos. Diversão garantida!
Foram 10 dias, mas 10 dias passam rápido demais e não consegui mostrar tudo que eu queria, todos os meus lugares favoritos para eles. Penso que tudo bem, que com certeza voltarei lá com todos eles.
Mas vamos começar pelo começo: o drama do avião. Novidades: não teve drama! Pasmem! Eu só tomei 1 remedinho 1h antes de entrar no avião só para garantir, mas tava calma e serena. Tinha cia para o vôo, estava com minha tia Marília, minha prima Elisa e minha tia Emília, que foi sentada ao meu lado, então fomos conversando e nos distraindo até depois do jantar quando as duas caíram duras e dormiram até o avião pousar.
Chegando no aeroporto passamos pela facilmente pela imigração que nada nos perguntou, e eu fiquei esperando o vôo da minha mãe chegar para ir com ela e Diogo para o apartamento.
Primeiro dia, todos exaustos do vôo, fomos apenas bater perna perto de casa, e fazer compras. Em Nyc é quase impossível não ser um pouco levado pelo consumismo exacerbado que existe no ar. Passamos o fim de semana mais calmo andando pela cidade, comendo bem, e a noite eu e Elisa indo para bares e enchendo a cara no melhor estilo nova iorquino.
Domingo fomos numa feira que estava acontecendo no Brooklyn, e passeamos bastante por lá. João nos levou em alguns pontos que eu não conhecia, apesar de ter trabalhado ali do lado, como o Brooklyn Bridge Park, que é uma graça super agradável. Depois fomos para o Park Slope beber uma cerveja, só os jovens rs, e acabamos num restaurante peruano fofo e delicioso.
Segunda-feira fomos ao Dia: Beacon. Divino maravilhoso! Já tinha ido lá, mas é um lugar para se revisitar quantas vezes for possível! Só o caminho para lá no trem já vale a viagem de 1h e pouco. O lugar é lindo, arborizado com vista para o Rio. E o museu em si já é incrível. Até o Diogo curtiu!
Terça eu minha mãe e Elisa fomos a um museu no qual eu nunca tinha ido. É como eu sempre digo: não importa quantas vezes vá a Nyc tem sempre coisas novas para se conhecer! Fomos ao Cloisters, que faz parte do Metropolitan, onde ficam as principais artes medievais. O lugar em volta é um parque lindo, também com vista para o rio. Mas o museu em si é estranho... Um tentativa de reconstruir um castelo medieval. Valeu a pena só para ver o parque e a maravilhosa instalação sonora da artista Janet Cadiff, The Forty Part Motet, emocionante.
Na quarta eu e Elisa decidimos seguir nosso rumo. Fomos ao High Line e andamos muito atrás de um instrumento super específico de iluminação que ela queria comprar. Batemos muita perna!
Ah! Já ia esquecendo de dizer que de repente fez-se verão em Nyc! Um calor desgraçado. Saindo todo dia de saia e blusinha e sandália, praticamente um verão carioca.
Quinta e sexta mais bateção de perna. E sexta a noite fomos jantar na casa do João, que fez um delicioso jantar, com muito vinho. E ainda saímos para dançar com amigos dele.
Sábado era o último dia da Elisa e da Marília, e dia de eu minha mãe e Diogo nos mudarmos para casa da Juliana. Diga-se de passagem, o apartamento que estávamos era no 5 andar de escada! Então imaginem o tempo que não levou para tiramos todas as mil malas de lá. Toda essa função durou a manhã inteira, e um pouco da tarde também. Nos despedimos delas e fomos jantar num restaurante italiano que o Diogo, pré adolescente esfaimado, escolheu.
Domingão dia de passeio no Central Park e Metropolitan. Eu fui só no passeio no parque porque no Met já fui um zilhão de vezes, e não tinha nenhuma exposição temporária que eu queria ver. Foi super gostoso o passeio. A noite eles foram ver Wicked e eu fui pra casa do João. O tempo estava horroroso! Uma chuvinha chatinha demais. Depois fomos jantar perto de casa no nosso último jantar em Nyc.
Último dia em Nyc! Sempre bate uma tristeza.... últimas compras, últimos arranjos, almocinho no japa perto de casa que amo e sempre vou. Um aperto no coração de deixar aquela cidade mais uma vez. Um aperto no coração que a viagem em família estava acabando. Fomos os três juntos pro aeroporto, pois nossos vôos tinham poucas horinhas de diferença. Diogo e minha mãe ficaram comigo até a hora que eu entrei no avião. Um abraço muito apertado em cada um, um beijo demorado na buchecha, nos tchau tchau, nos vemos daqui a 15 dias. E fui me embora para Paris. E eles voltaram pro Rio.
Viajar em família tem sempre algumas complicações, alguns estresses. Mas apesar de tudo a viagem foi maravilhosa e eu amei cada minuto!!!! <3
Foram 10 dias, mas 10 dias passam rápido demais e não consegui mostrar tudo que eu queria, todos os meus lugares favoritos para eles. Penso que tudo bem, que com certeza voltarei lá com todos eles.
Mas vamos começar pelo começo: o drama do avião. Novidades: não teve drama! Pasmem! Eu só tomei 1 remedinho 1h antes de entrar no avião só para garantir, mas tava calma e serena. Tinha cia para o vôo, estava com minha tia Marília, minha prima Elisa e minha tia Emília, que foi sentada ao meu lado, então fomos conversando e nos distraindo até depois do jantar quando as duas caíram duras e dormiram até o avião pousar.
Chegando no aeroporto passamos pela facilmente pela imigração que nada nos perguntou, e eu fiquei esperando o vôo da minha mãe chegar para ir com ela e Diogo para o apartamento.
Primeiro dia, todos exaustos do vôo, fomos apenas bater perna perto de casa, e fazer compras. Em Nyc é quase impossível não ser um pouco levado pelo consumismo exacerbado que existe no ar. Passamos o fim de semana mais calmo andando pela cidade, comendo bem, e a noite eu e Elisa indo para bares e enchendo a cara no melhor estilo nova iorquino.
Domingo fomos numa feira que estava acontecendo no Brooklyn, e passeamos bastante por lá. João nos levou em alguns pontos que eu não conhecia, apesar de ter trabalhado ali do lado, como o Brooklyn Bridge Park, que é uma graça super agradável. Depois fomos para o Park Slope beber uma cerveja, só os jovens rs, e acabamos num restaurante peruano fofo e delicioso.
Segunda-feira fomos ao Dia: Beacon. Divino maravilhoso! Já tinha ido lá, mas é um lugar para se revisitar quantas vezes for possível! Só o caminho para lá no trem já vale a viagem de 1h e pouco. O lugar é lindo, arborizado com vista para o Rio. E o museu em si já é incrível. Até o Diogo curtiu!
Terça eu minha mãe e Elisa fomos a um museu no qual eu nunca tinha ido. É como eu sempre digo: não importa quantas vezes vá a Nyc tem sempre coisas novas para se conhecer! Fomos ao Cloisters, que faz parte do Metropolitan, onde ficam as principais artes medievais. O lugar em volta é um parque lindo, também com vista para o rio. Mas o museu em si é estranho... Um tentativa de reconstruir um castelo medieval. Valeu a pena só para ver o parque e a maravilhosa instalação sonora da artista Janet Cadiff, The Forty Part Motet, emocionante.
Na quarta eu e Elisa decidimos seguir nosso rumo. Fomos ao High Line e andamos muito atrás de um instrumento super específico de iluminação que ela queria comprar. Batemos muita perna!
Ah! Já ia esquecendo de dizer que de repente fez-se verão em Nyc! Um calor desgraçado. Saindo todo dia de saia e blusinha e sandália, praticamente um verão carioca.
Quinta e sexta mais bateção de perna. E sexta a noite fomos jantar na casa do João, que fez um delicioso jantar, com muito vinho. E ainda saímos para dançar com amigos dele.
Sábado era o último dia da Elisa e da Marília, e dia de eu minha mãe e Diogo nos mudarmos para casa da Juliana. Diga-se de passagem, o apartamento que estávamos era no 5 andar de escada! Então imaginem o tempo que não levou para tiramos todas as mil malas de lá. Toda essa função durou a manhã inteira, e um pouco da tarde também. Nos despedimos delas e fomos jantar num restaurante italiano que o Diogo, pré adolescente esfaimado, escolheu.
Domingão dia de passeio no Central Park e Metropolitan. Eu fui só no passeio no parque porque no Met já fui um zilhão de vezes, e não tinha nenhuma exposição temporária que eu queria ver. Foi super gostoso o passeio. A noite eles foram ver Wicked e eu fui pra casa do João. O tempo estava horroroso! Uma chuvinha chatinha demais. Depois fomos jantar perto de casa no nosso último jantar em Nyc.
Último dia em Nyc! Sempre bate uma tristeza.... últimas compras, últimos arranjos, almocinho no japa perto de casa que amo e sempre vou. Um aperto no coração de deixar aquela cidade mais uma vez. Um aperto no coração que a viagem em família estava acabando. Fomos os três juntos pro aeroporto, pois nossos vôos tinham poucas horinhas de diferença. Diogo e minha mãe ficaram comigo até a hora que eu entrei no avião. Um abraço muito apertado em cada um, um beijo demorado na buchecha, nos tchau tchau, nos vemos daqui a 15 dias. E fui me embora para Paris. E eles voltaram pro Rio.
Viajar em família tem sempre algumas complicações, alguns estresses. Mas apesar de tudo a viagem foi maravilhosa e eu amei cada minuto!!!! <3
quarta-feira, 26 de junho de 2013
It's up to you New York, New York
New York City. Depois de morar 6 meses lá, depois de voltar ano passado, como eu ainda tenho o que escrever sobre essa cidade? Pois é... Nyc é dessas cidades que tem sempre o que dizer sobre. Cidade que não pára, cidade que acontece. Em Nyc tudo pode acontecer.
Depois te ser sido muito bem recebida pela imigração e alfândega no JFK, fui acometida por um jet leg que eu jamais havia vivido. São 7h de diferença entre Berlin e Nyc. 7h é hora para caramba, e cheguei exausta, e acordei animadíssima às 4h da manhã, voltei a dormir às 6h e acordei de novo ás 10h, e a noite sono avassalador às 10h da noite. E foi assim durante os primeiros 3 dias. Ah! e um cansaço que não me deixava em paz. Mas eu lutei contra todo e fui para rua.
Acho que já disse isso aqui uma vez, e continuo dizendo: voltar como turista para uma cidade em que já morou é meio estranho. Você não quer fazer exatamente turismo, tem muitos amigos para ver, já conhece a cidade muito bem. Além disso tinham alguns amigos que moram em outros lugares do mundo lá também, então o que mais fiz foi andar pela cidade, comer em bons restaurantes (continuando o projeto "a volta ao mundo em 80 restaurantes") e vendo amigos queridos.
Primeiro final de semana foi de bares, baladas e amigos animados. Sexta começamos num bar russo, Pravda, com um cardápio de vodkas enorme e drinks maravilhosos. De lá seguimos para o Lower East Side, que nunca me decepciona, com seus mil bares baladas e restaurantes. Entramos num club chamado La Caverna, que tinha uma das decorações mais cafonas da face da terra. Sim, era decorada como se fosse uma caverna, com paredes imitando rocha, estalactítes e tudo mais, e ainda uns morceguinhos pendurados. Música até que estava divertida, mas aquela decoração meio Gunnies meio Bat cave foi demais para gente e decidimos mudar de bar. Fomos então ao Fat Baby (ok, os nomes dos bares e clubs de lá não são dos melhores, admito) onde dançamos sem parar até sermos gentilmente expulsas pois a casa iria fechar. Voltar para casa? Nem pensar! Nyc é uma cidade que dorme relativamente cedo, mas 4h da manhã ainda dá para comer uma pizza, então pizza it is!
Sábado ressaca, festinha calminha na casa de amigos. Domingo, bateção de perna de dia e a noite fui jantar com Ashley, minha única amiga americana, e João meu primo, num restaurante muito legal que a Ash reservou chamado Beauty and Essex, no Lower East Side. O restaurante tem uma decoração super legal, meio loja vintage de jóias, a comida é uma delícia, tapas para dividir com todos na mesa. Comemos, bebemos e... "ai meu deus, já é quase meia noite!". De repente vem a garçonete com um cup cake com uma velinha acesa e todos começaram a cantar parabéns para mim! Depois dalí, eu já uma balsaca mas sem perder o espírito jovem, fomos tomar drinks e dançar num club.
E segunda era o dia oficial da trintona aqui, então Juliana fez reserva num restaurante, que por acaso é dos mesmos donos do que tinha ido no dia anterior e tem a mesma pegada: comidinhas para dividir por todos. E claro, Lower East Side! Eu, Juliana, Nicolas, João, Carol para começar, e um cup cake para cantar de novo parabéns, afinal 30 anos merece o máximo de cantorias possível. Depois mais gente se juntou ao grupo (Tran, Baratta, Isabela e o namorado) e fomos tomar drinks num bar.
30 anos em Nyc! Comecei essa nova década bem e sinto que será um ano maravilhoso com muitos amigos, coisas boas e viagens!
A semana passou meio rápido. Fui a Astória visitar um amigo, assisti os jogos da final da NBA, almocei e jantei fora, adicionei um país na lista de restaurantes (Ucrânia) e me diverti. Fui ao Met ver a exposição Punk Chaos to Couture, sobre como a forma de vestir dos punks anos depois chegou nas passarelas de marcas badalas mundo a fora. Incrível! Deu vontade de voltar a estudar moda.
Na sexta tinha combinado de fazer babysitter para uma amiga brasileira que foi para Nyc e ia para Philadelphia assistir ao show dos Rolling Stones. O marido é super fã do grupo, e eles não queriam deixar a pequena de 5meses com uma baba desconhecida, então juntamos o útil ao agradável, fechamos um preço que ficasse bem para todos, pegamos e carro e fomos para Philadelphia. Chegamos lá só deu tempo de almoçar e eles irem para o show e eu voltar para o hotel com a pequena que já estava sonolenta. Ela dormiu cedo e eu fui ver tv, e acabei apagando. De repente sou acordada por um alarme altíssimo e uma voz: attention, there's a fire in building, please go to the emergency exit and follow instructions. Acordei assustada e fui me assustando mais ainda. Troquei de roupa (não sei porque fiz isso, mas achei que era melhor descer de roupa do que de pijama), peguei a bolsa celular e claro, a neném. Todos os hospedes saindo as pressas de seus quartos e andando em direção à escada e saída de emergência. Desci 15, sim quinze andares, com a pequena no colo tampando o ouvidinho dela para ela não acordar com aquele alarme altíssimo. Fomos todos descendo com calma e civilizadamente. Pensei que fosse passar mal em alguns momentos pois estava morrendo de fome e descer aquilo tudo com um bebezinho no colo não é mole não. Chegamos lá em baixo e os bombeiros já estava lá. E pasmem, eles já sabiam que não era nada demais, provavelmente alguém fumou um cigarro no quarto e disparou o alarme. Ufa que susto! E que competência dos bombeiros, fiquei impressionada! Quem dera aqui fosse assim. Voltamos pro quarto, eu tentei me acalmar, o susto tinha sido grande, mas a pequena acordou e chorou muito. Acho que criança sente o nosso nervosismo e o estresse em volta dela, pois a bichinha demorou para dormir de novo. E eu também.
Voltamos no dia seguinte cedo, e eu segui para o Zoo do Bronx, onde sempre quis ir mas acabei nunca indo, encontrar a Carol (minha amiga que mora em Madrid mas está passando 3 meses numa cidadezinha há 1h de Nyc) e o namorado. Eu adoro um zoológico, e sempre que posso visito algum em alguma cidade mundo a fora. O zoo é meio estranho, lindo, mas cada bicho fica há quilômetros de distância do outro, e qualquer coisinha você tem que pagar a mais, até para ver os gorilas! E caímos na asneira de ir num sábado de verão, então estava abarrotado de gente e um calor infernal. Passeamos um pouco, vimos urso e urso polar, tigres, cobras, crocodilos, búfalos, bambis, leão, babuíno, leão marinho e acho que foi mais ou menos isso. Saímos mortos de fome, a comida lá dentro é só fast food e só vendem uns combos caros e grandes mas não o suficiente para dividir e não vende o sanduíche separado, coisa de americano comilão! Fomos correndo para um restaurante perto da casa onde eu estava, um dos meus restaurantes favoritos em Nyc, CornerStone, que serve de brunch a dinner e tudo é uma delícia e com um preço super bacana, e ainda tem jarra de sangria pela bagatela de 15dols.
Domingo dia de brunch, dia de passear pela cidade de dia, e de jantar fora e drinks a noite. Bom, em Nyc todo dia é dia de jantar fora e tomar drinks, rs. Última noite na cidade. E último dia, numa plena segunda, almocei num venezuelano com o João, últimas compras e encomendas. Para varias arrumei a mala nos 45 do segundo tempo, e quando cheguei em casa vi como estava uma bagunça. Entrei no carro para ir para o aeroporto e me bateu uma tristeza. Eu amo Nyc! Eu amo muito Nyc! Mesmo amando Berlin agora também, Nyc não vai sair do meu coração. Novamente não quis ir embora, me deu uma saudade enorme da época que morava lá, me deu uma saudade enorme da vida que eu levava lá, das pessoas, do clima da cidade, até do frio! Foi aí que eu lembrei: ops... não tomei o frontal! Pois é... eu esqueci do medo de voar! Mas assim que lembrei tomei logo meu remedinho, e pouco antes de entrar no avião tomei outro. Mas o avião atrasou mais de 1h e eu fiquei batendo cabeça na sala de embarque. Entrei no avião um zumbi e estava vazio, ninguém ao meu lado, pude dormir e me esparramar, consegui arduamente acordar para jantar, e quase perdi o café da manhã. Cheguei no Brasil e a alfândega nem olhou pra minha cara "droga, podia ter trazido mais coisa!"
Depois te ser sido muito bem recebida pela imigração e alfândega no JFK, fui acometida por um jet leg que eu jamais havia vivido. São 7h de diferença entre Berlin e Nyc. 7h é hora para caramba, e cheguei exausta, e acordei animadíssima às 4h da manhã, voltei a dormir às 6h e acordei de novo ás 10h, e a noite sono avassalador às 10h da noite. E foi assim durante os primeiros 3 dias. Ah! e um cansaço que não me deixava em paz. Mas eu lutei contra todo e fui para rua.
Acho que já disse isso aqui uma vez, e continuo dizendo: voltar como turista para uma cidade em que já morou é meio estranho. Você não quer fazer exatamente turismo, tem muitos amigos para ver, já conhece a cidade muito bem. Além disso tinham alguns amigos que moram em outros lugares do mundo lá também, então o que mais fiz foi andar pela cidade, comer em bons restaurantes (continuando o projeto "a volta ao mundo em 80 restaurantes") e vendo amigos queridos.
Primeiro final de semana foi de bares, baladas e amigos animados. Sexta começamos num bar russo, Pravda, com um cardápio de vodkas enorme e drinks maravilhosos. De lá seguimos para o Lower East Side, que nunca me decepciona, com seus mil bares baladas e restaurantes. Entramos num club chamado La Caverna, que tinha uma das decorações mais cafonas da face da terra. Sim, era decorada como se fosse uma caverna, com paredes imitando rocha, estalactítes e tudo mais, e ainda uns morceguinhos pendurados. Música até que estava divertida, mas aquela decoração meio Gunnies meio Bat cave foi demais para gente e decidimos mudar de bar. Fomos então ao Fat Baby (ok, os nomes dos bares e clubs de lá não são dos melhores, admito) onde dançamos sem parar até sermos gentilmente expulsas pois a casa iria fechar. Voltar para casa? Nem pensar! Nyc é uma cidade que dorme relativamente cedo, mas 4h da manhã ainda dá para comer uma pizza, então pizza it is!
Sábado ressaca, festinha calminha na casa de amigos. Domingo, bateção de perna de dia e a noite fui jantar com Ashley, minha única amiga americana, e João meu primo, num restaurante muito legal que a Ash reservou chamado Beauty and Essex, no Lower East Side. O restaurante tem uma decoração super legal, meio loja vintage de jóias, a comida é uma delícia, tapas para dividir com todos na mesa. Comemos, bebemos e... "ai meu deus, já é quase meia noite!". De repente vem a garçonete com um cup cake com uma velinha acesa e todos começaram a cantar parabéns para mim! Depois dalí, eu já uma balsaca mas sem perder o espírito jovem, fomos tomar drinks e dançar num club.
E segunda era o dia oficial da trintona aqui, então Juliana fez reserva num restaurante, que por acaso é dos mesmos donos do que tinha ido no dia anterior e tem a mesma pegada: comidinhas para dividir por todos. E claro, Lower East Side! Eu, Juliana, Nicolas, João, Carol para começar, e um cup cake para cantar de novo parabéns, afinal 30 anos merece o máximo de cantorias possível. Depois mais gente se juntou ao grupo (Tran, Baratta, Isabela e o namorado) e fomos tomar drinks num bar.
30 anos em Nyc! Comecei essa nova década bem e sinto que será um ano maravilhoso com muitos amigos, coisas boas e viagens!
A semana passou meio rápido. Fui a Astória visitar um amigo, assisti os jogos da final da NBA, almocei e jantei fora, adicionei um país na lista de restaurantes (Ucrânia) e me diverti. Fui ao Met ver a exposição Punk Chaos to Couture, sobre como a forma de vestir dos punks anos depois chegou nas passarelas de marcas badalas mundo a fora. Incrível! Deu vontade de voltar a estudar moda.
Na sexta tinha combinado de fazer babysitter para uma amiga brasileira que foi para Nyc e ia para Philadelphia assistir ao show dos Rolling Stones. O marido é super fã do grupo, e eles não queriam deixar a pequena de 5meses com uma baba desconhecida, então juntamos o útil ao agradável, fechamos um preço que ficasse bem para todos, pegamos e carro e fomos para Philadelphia. Chegamos lá só deu tempo de almoçar e eles irem para o show e eu voltar para o hotel com a pequena que já estava sonolenta. Ela dormiu cedo e eu fui ver tv, e acabei apagando. De repente sou acordada por um alarme altíssimo e uma voz: attention, there's a fire in building, please go to the emergency exit and follow instructions. Acordei assustada e fui me assustando mais ainda. Troquei de roupa (não sei porque fiz isso, mas achei que era melhor descer de roupa do que de pijama), peguei a bolsa celular e claro, a neném. Todos os hospedes saindo as pressas de seus quartos e andando em direção à escada e saída de emergência. Desci 15, sim quinze andares, com a pequena no colo tampando o ouvidinho dela para ela não acordar com aquele alarme altíssimo. Fomos todos descendo com calma e civilizadamente. Pensei que fosse passar mal em alguns momentos pois estava morrendo de fome e descer aquilo tudo com um bebezinho no colo não é mole não. Chegamos lá em baixo e os bombeiros já estava lá. E pasmem, eles já sabiam que não era nada demais, provavelmente alguém fumou um cigarro no quarto e disparou o alarme. Ufa que susto! E que competência dos bombeiros, fiquei impressionada! Quem dera aqui fosse assim. Voltamos pro quarto, eu tentei me acalmar, o susto tinha sido grande, mas a pequena acordou e chorou muito. Acho que criança sente o nosso nervosismo e o estresse em volta dela, pois a bichinha demorou para dormir de novo. E eu também.
Voltamos no dia seguinte cedo, e eu segui para o Zoo do Bronx, onde sempre quis ir mas acabei nunca indo, encontrar a Carol (minha amiga que mora em Madrid mas está passando 3 meses numa cidadezinha há 1h de Nyc) e o namorado. Eu adoro um zoológico, e sempre que posso visito algum em alguma cidade mundo a fora. O zoo é meio estranho, lindo, mas cada bicho fica há quilômetros de distância do outro, e qualquer coisinha você tem que pagar a mais, até para ver os gorilas! E caímos na asneira de ir num sábado de verão, então estava abarrotado de gente e um calor infernal. Passeamos um pouco, vimos urso e urso polar, tigres, cobras, crocodilos, búfalos, bambis, leão, babuíno, leão marinho e acho que foi mais ou menos isso. Saímos mortos de fome, a comida lá dentro é só fast food e só vendem uns combos caros e grandes mas não o suficiente para dividir e não vende o sanduíche separado, coisa de americano comilão! Fomos correndo para um restaurante perto da casa onde eu estava, um dos meus restaurantes favoritos em Nyc, CornerStone, que serve de brunch a dinner e tudo é uma delícia e com um preço super bacana, e ainda tem jarra de sangria pela bagatela de 15dols.
Domingo dia de brunch, dia de passear pela cidade de dia, e de jantar fora e drinks a noite. Bom, em Nyc todo dia é dia de jantar fora e tomar drinks, rs. Última noite na cidade. E último dia, numa plena segunda, almocei num venezuelano com o João, últimas compras e encomendas. Para varias arrumei a mala nos 45 do segundo tempo, e quando cheguei em casa vi como estava uma bagunça. Entrei no carro para ir para o aeroporto e me bateu uma tristeza. Eu amo Nyc! Eu amo muito Nyc! Mesmo amando Berlin agora também, Nyc não vai sair do meu coração. Novamente não quis ir embora, me deu uma saudade enorme da época que morava lá, me deu uma saudade enorme da vida que eu levava lá, das pessoas, do clima da cidade, até do frio! Foi aí que eu lembrei: ops... não tomei o frontal! Pois é... eu esqueci do medo de voar! Mas assim que lembrei tomei logo meu remedinho, e pouco antes de entrar no avião tomei outro. Mas o avião atrasou mais de 1h e eu fiquei batendo cabeça na sala de embarque. Entrei no avião um zumbi e estava vazio, ninguém ao meu lado, pude dormir e me esparramar, consegui arduamente acordar para jantar, e quase perdi o café da manhã. Cheguei no Brasil e a alfândega nem olhou pra minha cara "droga, podia ter trazido mais coisa!"
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Wir sehen uns bald, Berlin!!!
Os dois últimos dias em Berlim foram calmos. Passeei a pé e um pouco de bicicleta. Fiz compras finais. Saí para beber com uma amiga. E passei uma tarde maravilhosa com minhas primas que estavam me hospedando. Fui almoçar com elas na terça feira e depois fui conhecer o espaço onde Dulce dá aula de dança e o namorado dela, Carlos, dá aula de karate. É um espaço lindíssimo! Assisti a aula dos alunos entre 4 e 5 anos, e depois fui convidada a participar da aula dos alunos entre 8 e 12 anos. E foi tão divertido!!!! Dancei e dancei e dancei e ri muito!
Minha prima Dulce é uma pessoa encantadora que me recebeu de braços abertos na sua casa. Foi solícita e uma companhia maravilhosa no dia a dia com muitas histórias e risadas. Sua filha Cecília, uma menina de 12 anos que já está mais alta que eu, é uma fofura, e ficamos muito próximas, tanto que terça a noite ela dizia "não quero que você vá embora". As duas são uma alegria só e estão sempre dando gargalhadas felizes da vida. Família é uma coisa muito boa, e eu sempre gostei de ter família perto. Agora sinto que minha família aumentou mais ainda, e tenho duas primas que tem um pedação do meu coração! Foi recebida com muito amor! <3
Na terça fim de tarde começou a bater aquela depressãozinha de ter que ir embora. Fui beber com uma amiga para não pensar muito nisso, e o mais estranho é que quando acordei no dia seguinte a tristeza de deixar Berlim era maior do que o medo do avião. De qualquer forma tomei um frontalzinho antes de pegar os dois vôos para Nyc.
Berlim me fisgou de jeito. Tanto que cheguei em Nyc, que eu amo de paixão, e quase não senti nada. Estranho, né?! Bem aquela história: só um novo amor para curar um antigo amor. Meu novo amor tem cheiro de flor no verão, muita neve no inverno, uma primavera florida e um outono com folhas laranjas. Tem bicicletas por todos os lados, poucos carros, nenhum barulho, metro que funciona, comidas boas, pessoas legais, arte muita arte, vida noturna, vida diurna e me acolheu como poucas cidades.
Ir embora nunca é fácil. Eu tenho viajo todos os anos, e não me acostumo nunca, toda vez que vou embora de uma cidade me dá uma dorzinha no peito e uma tristeza. Dessa vez foi um pouco diferente. Me deu uma dor no peito quase que insuportável, uma saudade de uma vida que ainda nem comecei a ter, um desejo de ficar maior que em qualquer outra cidade, salvo Nyc quando vim em 2011 e não voltei. Bateu quase um arrependimento de ter marcado a vinda para Nyc, acredita? Pensei em largar todas as passagens e ficar em Berlim. Pensei em não voltar nunca mais. Deu medo de eu voltar para o Brasil e meu amor por Berlim se perder num dia a dia sem graça. E daí racionalizei: se eu ficar agora será apenas por um curto período. Se eu continuar a viagem, ir para Nyc, curtir meu aniversário lá rodeada de amigos muito queridos, voltar para o Rio e me organizar de verdade, mas de verdade mesmo, focar e traçar uma estratégia, eu volto para Berlim e não será por pouco tempo. Será uma volta mais madura, uma volta com tudo, e de preferência arranhando um alemão para não precisar perder tanto tempo com aulas de lingua e poder fazer algum curso mais bacana.
Então assim resolvido, entrei no avião rumo a Nyc! E só para constar: British airlines, eu quero morar num avião seu! Confortável, comidinha boa, tv própria com ótimos filmes, avião quase sem chacoalhar, equipe de bordo simpática, e entregaram minhas malas mesmo com conexão! Até me arrependi de ter tomado um frontal a mais e não ter curtido melhor as acomodações do avião.
E Nyc não pára nunca de me surpreender! Fui uma das primeiras a sair do avião e quase não peguei fila na imigração. Cheguei no guichê da imigração com aquele sorriso, sempre tentando ser o mais simpática possível para os caras não serem grosseiros, mas... O moço da imigração era a simpatia em pessoa! Perguntou o que eu fazia, eu disse que era figurinista (é o que consta na minha ficha do visto, então stick to the story) e ele ficou dizendo "nossa que legal, deve ser muito divertido" e eu "sim, mas trabalha-se muito também" e ele "é... mas é aquele tipo de trabalho que você nem sente que está trabalhando pois você ama muito o que faz, já não posso dizer o mesmo do meu trabalho". E perguntou "você estava na alemanha? passeando?" Eu disse que sim, que férias as vezes era bom. Ele respondeu: então curta a suas férias, e aproveite seu trabalho pois são poucas pessoas que podem fazer o que se ama". Tudo isso com o tom e o sorriso mais simpático do mundo! Peguei as malas (UFA) e fui para a alfândega, o rapaz "de onde você é?" e eu disse "Brasil" ele "deixa eu adivinhar... Florianópolis?" "Não, sou da cidade mais famosa do Brasil" "Ah! Rio de janeiro! Eu achei que os brasileiros fossem mais..." "Bronzeados? Pois é... eu não vou muito a praia" "Você mora na Alemanha?" "Não não... tava só passeando em Berlim, moro no Brasil mesmo, só não frequento muito a praia." O rapaz todo sorridente e simpático novamente me desejou uma boa estádia em Nyc e fui embora. Oi? Acho que ontem o JFK estava situado num universo paralelo. Ou então Nyc ficou com medo de me perder para Berlin e tratou de fazer sua polícia federal me tratar melhor. Mas não caprichou muito no tempo. Ou a chuva pegou carona no meu avião na escala em Londres. Chuva, vento, comprei um guarda-chuva que em 2minutos virou pra cima com o vento. Tinha esquecido já que em Nyc venta muito também.
Minha prima Dulce é uma pessoa encantadora que me recebeu de braços abertos na sua casa. Foi solícita e uma companhia maravilhosa no dia a dia com muitas histórias e risadas. Sua filha Cecília, uma menina de 12 anos que já está mais alta que eu, é uma fofura, e ficamos muito próximas, tanto que terça a noite ela dizia "não quero que você vá embora". As duas são uma alegria só e estão sempre dando gargalhadas felizes da vida. Família é uma coisa muito boa, e eu sempre gostei de ter família perto. Agora sinto que minha família aumentou mais ainda, e tenho duas primas que tem um pedação do meu coração! Foi recebida com muito amor! <3
Na terça fim de tarde começou a bater aquela depressãozinha de ter que ir embora. Fui beber com uma amiga para não pensar muito nisso, e o mais estranho é que quando acordei no dia seguinte a tristeza de deixar Berlim era maior do que o medo do avião. De qualquer forma tomei um frontalzinho antes de pegar os dois vôos para Nyc.
Berlim me fisgou de jeito. Tanto que cheguei em Nyc, que eu amo de paixão, e quase não senti nada. Estranho, né?! Bem aquela história: só um novo amor para curar um antigo amor. Meu novo amor tem cheiro de flor no verão, muita neve no inverno, uma primavera florida e um outono com folhas laranjas. Tem bicicletas por todos os lados, poucos carros, nenhum barulho, metro que funciona, comidas boas, pessoas legais, arte muita arte, vida noturna, vida diurna e me acolheu como poucas cidades.
Ir embora nunca é fácil. Eu tenho viajo todos os anos, e não me acostumo nunca, toda vez que vou embora de uma cidade me dá uma dorzinha no peito e uma tristeza. Dessa vez foi um pouco diferente. Me deu uma dor no peito quase que insuportável, uma saudade de uma vida que ainda nem comecei a ter, um desejo de ficar maior que em qualquer outra cidade, salvo Nyc quando vim em 2011 e não voltei. Bateu quase um arrependimento de ter marcado a vinda para Nyc, acredita? Pensei em largar todas as passagens e ficar em Berlim. Pensei em não voltar nunca mais. Deu medo de eu voltar para o Brasil e meu amor por Berlim se perder num dia a dia sem graça. E daí racionalizei: se eu ficar agora será apenas por um curto período. Se eu continuar a viagem, ir para Nyc, curtir meu aniversário lá rodeada de amigos muito queridos, voltar para o Rio e me organizar de verdade, mas de verdade mesmo, focar e traçar uma estratégia, eu volto para Berlim e não será por pouco tempo. Será uma volta mais madura, uma volta com tudo, e de preferência arranhando um alemão para não precisar perder tanto tempo com aulas de lingua e poder fazer algum curso mais bacana.
Então assim resolvido, entrei no avião rumo a Nyc! E só para constar: British airlines, eu quero morar num avião seu! Confortável, comidinha boa, tv própria com ótimos filmes, avião quase sem chacoalhar, equipe de bordo simpática, e entregaram minhas malas mesmo com conexão! Até me arrependi de ter tomado um frontal a mais e não ter curtido melhor as acomodações do avião.
E Nyc não pára nunca de me surpreender! Fui uma das primeiras a sair do avião e quase não peguei fila na imigração. Cheguei no guichê da imigração com aquele sorriso, sempre tentando ser o mais simpática possível para os caras não serem grosseiros, mas... O moço da imigração era a simpatia em pessoa! Perguntou o que eu fazia, eu disse que era figurinista (é o que consta na minha ficha do visto, então stick to the story) e ele ficou dizendo "nossa que legal, deve ser muito divertido" e eu "sim, mas trabalha-se muito também" e ele "é... mas é aquele tipo de trabalho que você nem sente que está trabalhando pois você ama muito o que faz, já não posso dizer o mesmo do meu trabalho". E perguntou "você estava na alemanha? passeando?" Eu disse que sim, que férias as vezes era bom. Ele respondeu: então curta a suas férias, e aproveite seu trabalho pois são poucas pessoas que podem fazer o que se ama". Tudo isso com o tom e o sorriso mais simpático do mundo! Peguei as malas (UFA) e fui para a alfândega, o rapaz "de onde você é?" e eu disse "Brasil" ele "deixa eu adivinhar... Florianópolis?" "Não, sou da cidade mais famosa do Brasil" "Ah! Rio de janeiro! Eu achei que os brasileiros fossem mais..." "Bronzeados? Pois é... eu não vou muito a praia" "Você mora na Alemanha?" "Não não... tava só passeando em Berlim, moro no Brasil mesmo, só não frequento muito a praia." O rapaz todo sorridente e simpático novamente me desejou uma boa estádia em Nyc e fui embora. Oi? Acho que ontem o JFK estava situado num universo paralelo. Ou então Nyc ficou com medo de me perder para Berlin e tratou de fazer sua polícia federal me tratar melhor. Mas não caprichou muito no tempo. Ou a chuva pegou carona no meu avião na escala em Londres. Chuva, vento, comprei um guarda-chuva que em 2minutos virou pra cima com o vento. Tinha esquecido já que em Nyc venta muito também.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Freitag, Samstag und Sonntag
Fim de semana chegou animado. Fui encontrar Ursula sexta de manhã para irmos a um bairro que ela não conhecia muito, e eu muito menos, mas que parecia legal Friedrichshain. Um bairro bem de Berlin oriental, ainda com alguns prédios abandonados e invadidos por jovens e artistas. Uma parte do bairro já está super inn cheio de bares restaurantes e lojas legais. Fomos caminhando e chegamos num pedaço onde era um antigo parque industrial, mas que está abandonado e foi tomado por alguns bares e clubs. Todo grafitado, com vidros quebrados, alguns galpões nem teto tem, e maravilhoso! Exatamente o que se espera achar em Berlin.
Johanna, minha amiga que mora em Dresden, chegou na cidade sexta a noite, e fui direto encontrar ela. Mais de um ano que a gente não se via. Ela estava hospedada com o namorado na casa de uns amigos num bairro chamado Wedding, um lugar com muitos imigrantes e estudantes. Compramos um sanduíche que pelo que entendi é típico daqui, bem comida de rua como o kebab, e também lotado de coisas dentro: molhos, frango, pepino, tomate, alface, cebola, e várias outras coisas que não vou conseguir listar aqui, do tipo difícil de comer mas uma delícia. Sanduíches cerveja e amigos! Sexta-feira tranquila mas deliciosa.
Sábado é sábado em qualquer lugar do mundo, e em Berlin no verão é mais animado que qualquer outro lugar. Eu Johanna e o namorado dela fomos almoçar em Kreuzberg, andamos um pouco também por Friedrichshain. Depois eles quiseram ir para casa se arrumar para noitada, mas eu já tinha saído pronta pra passar o dia e a noite na rua, então fui encontrar um amigo brasileiro que mora aqui num festa diurna e noturna num lugar bem legal bem no centro de Berlim. Depois de algumas cervejinhas decidimos trocar de lugar e fomos para casa de um dos rapazes do grupo beber e decidir em qual club iríamos. Cervejas, vodkas, suco de laranja, pizza, alemães, brasileiros, australianos, romenos, israelenses e ingleses, tudo mundo junto e misturado na noite berlinense. Andamos para Friedrichshain para um club ás 3h da manhã. A noitada aqui começa tarde, e alguns clubs "escolhem" quem pode ou não entrar. Fizemos toda uma tática de guerra para ninguém ficar de fora, nos dividimos em pequenos grupos e quando chegou a hora do meu grupo entrar o namorado da Johanna deu um pitti e saiu da fila o que custou a nossa entrada no club. Me deu um mega ódio, mas quando entrei no metro para voltar para casa já estava tranquila e pensando que o dia e a noite já tinham sido incríveis e que voltando para casa "cedo" (5h da manhã e totalmente de dia já) conseguiria curtir de verdade o domingão.
E chegou o domingo de sol! Fui com a Dulce a Cecília, o namorado da Dulce Carlos, e uma amiguinha da Cecília para um parque chamado Tempelhofer, um antigo aeroporto construído por Hittler que foi desativado e agora é um parque onde se anda de bicicleta nas pistas de avião, se faz churrasco no gramado, e tem eventos artísticos musicais e muita coisa divertida. Fomos de bicicleta, e eu já não andava de bicicleta há mais de 15 anos! No início não consegui muito, quase caí, fiquei nervosa, tive medo, mas abaixamos o banco e tudo melhorou. Fui ainda meio hesitante, meio insegura, mas em alguns minutos já estava toda feliz e sorridente na bicicleta pensando: mais um medinho superado! E agora me sinto a prova viva de que quem aprende a andar de bicicleta nunca desaprende. E a prova de que a cada viagem supero mais um medo, mais uma barreira e assim vou crescendo e melhorando como pessoa!
Local:
Berlin, Germany
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